top of page
VISITA DO PRESIDENTE DA REPÚBLICA AO “GIGANTE ASIÁTICO”

NÃO SÓ O PETRÓLEO REFORÇA A COOPERAÇÃO


  • Facebook
  • instagram-vector-social-media-icon_459124-558_edited

Revista Petrogás & Bio I No 0

Janeiro, Fevereiro e Março de 2024


VISITA DO PRESIDENTE DA REPÚBLICA AO “GIGANTE ASIÁTICO”
VISITA DO PRESIDENTE DA REPÚBLICA AO “GIGANTE ASIÁTICO”

A mobilização de investimento privado e melhoria das perspectivas no domínio da relação financeira, tanto ao nível privado como público, foi um dos destaques da visita do Presidente da República à República da China em Março de 2024.


ponto assente que sectores como o da Agricultura, da Indústria e dos Recursos Minerais vão merecer atenção especial no domínio do investimento directo chinês, Em perspectiva está a concretização de projectos estratégicos, com recurso a estruturas de financiamento híbrido, desonerando o fardo financeiro do Estado.


A nível privado, as previsões apontam para um maior envolvimento entre as instituições financeiras chinesas e o sector financeiro angolano, sobretudo no processo de financiamento às pequenas e médias empresas.


No domínio da dívida, os especialistas defendem que o balanço da relação é positivo. As principais instituições credoras de Angola, nomeadamente o China Development Bank (CDB), o Eximbank da China, o ICBC e a Sinosure, foram fundamentais para o equilíbrio financeiro das contas públicas durante o período da pandemia. No período pós-pandemia, em termos gerais, foi destacada a capacidade de Angola em honrar com os seus compromisso, perspectiva-se uma melhoria nos influxos financeiros em moeda externa para o país. Este ganho é resultado da confiança do CDB na estratégia de estabilização dos fundamentos macroeconómicos do país.


“Saímos da China muito satisfeitos com a abertura e compreensão que encontramos, e que nos impele a estarmos cada vez mais próximos na defesa dos princípios e interesses comuns” - foi nestes termos que o Presidente da República, João Lourenço, resumiu, para concluir, a sua visita oficial à China.


Tendo como pano de fundo “os novos termos da cooperação bilateral”, com a identificação de novas áreas para a parceria estratégica fora do domínio do petróleo, tida como a maior moeda de troca de Angola, em Pequim o estadista angolano reuniu-se com o homólogo chinês, Xi Jinping, e participou num fórum de negócios, com o “Investimento em Angola” no centro dos debates.



ree

Na província de Xandong, João Lourenço manteve contactos com sectores produtivos nos domínios da indústria têxtil, farmacêutica e agrícola. Os ministros da Energia e Águas, Transportes, Agricultura, Finanças e Recursos Minerais, Petróleo e Gás, entre outras entidades, integraram a delegação presidencial à China.


Dívida pública externa – Angola continua a destinar grande parte do serviço da dívida pública externa para pagar à China, o maior credor do país. A dívida resulta do processo de reabilitação de Angola, após o conflito armado encerrado em 2002, e é garantida pela exportação de petróleo.


Segundo especialistas, a dívida representa um peso muito grande no nosso Produto Interno Bruto (PIB). Em 2022, o volume de trocas comerciais atingiu 27,8 mil milhões de dólares (25,4 mil milhões de euros), dos quais pouco mais de 23 mil milhões de dólares (21 mil milhões de euros) representaram as exportações de Angola para a China, essencialmente petróleo, e apenas quatro mil milhões (3,6 mil milhões de euros) foram directamente dos bens acabados da China para Angola.



ree

Acordo promove maior cooperação

NEGÓCIOS SEGUROS E ESTÁVEIS

Angola e a China assinaram um acordo para promover uma maior cooperação económica, estimular o fluxo de capitais e o desenvolvimento económico entre os dois países.


O Acordo sobre Promoção e Protecção Recíproca de Investimentos (APPRI) foi assinado, em Março passado, em Pequim, pelo ministro das Relações Exteriores de Angola, Tête António, e pelo ministro do Comércio da República da China, Wang Wentao.


Assinado no âmbito do fortalecimento da cooperação bilateral entre os dois Estados, o instrumento jurídico visa, igualmente, “garantir um quadro estável, transparente e não discriminatório para o investimento entre Angola e a China”. O ministro das Relações Exteriores, Téte António, não tem dúvidas: “este acordo é um ganho político, económico e comercial muito importante, não só para Angola, como para a nação asiática”.

A assinatura do APPRI “representa o fim de 12 anos de longas negociações entre as partes, devido a vários constrangimentos agora ultrapassados”.



ree

Lançado repto aos chineses

INVESTIR NOS HIDROCARBONETOS: UMA APOSTA CONTÍNUA

Integrante da comitiva presidencial, o ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás lançou, em Pequim, o repto aos empresários chineses: investem nos Hidrocarbonetos em Angola.


Durante o fórum económico na capital do “gigante asiático”, promovido pelo pelouro, Diamantino Azevedo referiu a existência de diversas oportunidades de investimento, desde con- cessões onshore, águas rasas, profundas e ultra profundas, para investidores de pequeno, médio e grande porte. O que que se pretende é uma parceria estratégica entre empresas chinesas e a Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis, para identificar áreas dentro dessas bacias sedimentares, para a exploração e produção de hidrocarbonetos.

Nesta perspectiva, uma empresa chinesa está envolvida no “upstream”, com participação em vários blocos petrolíferos, e outra na construção de um FPSO (unidade flutuante de produção, armazenamento e descarga) ligado a um importante projecto petrolífero em Angola.


Além do conjunto de reformas adoptadas pelo Governo, com vista a melhorar o ambiente de negócios, tornando-o mais competitivo e atractivo, está em curso a implementação da Estratégia de Licitação de Blocos Petrolíferos 2019-2025. Até à data, foram atribuídos dezenas de blocos e neste momento, decorre mais uma ronda de licitações, que deverá ser concluída em breve.


RELAÇÕES ANGOLA-CHINA – As relações entre Angola e a China datam de 1983 e conheceram o seu ponto mais alto a partir de 2000. Nesta altura, o “gigante asiático” começou a fazer empréstimos ao país, para a reconstrução de infraestruturas destruídas pela guerra e para alavancar a economia nacional.

Desde 2007, Angola é o maior parceiro comercial da China em África, com um volume de negócios que registou, em 2010, um total de 24,8 mil milhões de dólares norte-americanos.


Em Angola, a China opera nos mais variados domínios da vida económica e social, com forte presença nas áreas de formação de quadros, com destaque para a construção e apetrechamento do Centro Integrado de Formação Tecnológica (CINFOTEC) e da Academia Diplomática Venâncio de Moura. além da concessão de bolsas de estudos para jovens angolanos.


Fontes: ANGOP, LUSA, Ministério dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás e MIREX.




VISITA DO PRESIDENTE DA REPÚBLICA AO “GIGANTE ASIÁTICO”

NÃO SÓ O PETRÓLEO REFORÇA A COOPERAÇÃO


  • Facebook
  • instagram-vector-social-media-icon_459124-558_edited

Revista Petrogás & Bio I No 0

Janeiro, Fevereiro e Março de 2024

NÃO SÓ O PETRÓLEO REFORÇA A COOPERAÇÃO


VISITA DO PRESIDENTE DA REPÚBLICA AO “GIGANTE ASIÁTICO”

  • Facebook
  • instagram-vector-social-media-icon_459124-558_edited

Janeiro, Fevereiro e Março de 2024

Revista Petrogás & Bio I No 0

NÃO SÓ O PETRÓLEO REFORÇA A COOPERAÇÃO




NÃO SÓ O PETRÓLEO REFORÇA A COOPERAÇÃO

ENVIRONMENT

COOPERATION


COOPERATION

COOPERATION

COOPERAÇÃO



COOPERATION

COOPERAÇÃO

COOPERATION

COOPERATION



COOPERAÇÃO

COOPERATION

COOPERATION


VISITA DO PRESIDENTE DA REPÚBLICA AO “GIGANTE ASIÁTICO”
VISITA DO PRESIDENTE DA REPÚBLICA AO “GIGANTE ASIÁTICO”

A mobilização de investimento privado e melhoria das perspectivas no domínio da relação financeira, tanto ao nível privado como público, foi um dos destaques da visita do Presidente da República à República da China em Março de 2024.


ponto assente que sectores como o da Agricultura, da Indústria e dos Recursos Minerais vão merecer atenção especial no domínio do investimento directo chinês, Em perspectiva está a concretização de projectos estratégicos, com recurso a estruturas de financiamento híbrido, desonerando o fardo financeiro do Estado.


A nível privado, as previsões apontam para um maior envolvimento entre as instituições financeiras chinesas e o sector financeiro angolano, sobretudo no processo de financiamento às pequenas e médias empresas.


No domínio da dívida, os especialistas defendem que o balanço da relação é positivo. As principais instituições credoras de Angola, nomeadamente o China Development Bank (CDB), o Eximbank da China, o ICBC e a Sinosure, foram fundamentais para o equilíbrio financeiro das contas públicas durante o período da pandemia. No período pós-pandemia, em termos gerais, foi destacada a capacidade de Angola em honrar com os seus compromisso, perspectiva-se uma melhoria nos influxos financeiros em moeda externa para o país. Este ganho é resultado da confiança do CDB na estratégia de estabilização dos fundamentos macroeconómicos do país.


“Saímos da China muito satisfeitos com a abertura e compreensão que encontramos, e que nos impele a estarmos cada vez mais próximos na defesa dos princípios e interesses comuns” - foi nestes termos que o Presidente da República, João Lourenço, resumiu, para concluir, a sua visita oficial à China.


Tendo como pano de fundo “os novos termos da cooperação bilateral”, com a identificação de novas áreas para a parceria estratégica fora do domínio do petróleo, tida como a maior moeda de troca de Angola, em Pequim o estadista angolano reuniu-se com o homólogo chinês, Xi Jinping, e participou num fórum de negócios, com o “Investimento em Angola” no centro dos debates.



ree

Na província de Xandong, João Lourenço manteve contactos com sectores produtivos nos domínios da indústria têxtil, farmacêutica e agrícola. Os ministros da Energia e Águas, Transportes, Agricultura, Finanças e Recursos Minerais, Petróleo e Gás, entre outras entidades, integraram a delegação presidencial à China.


Dívida pública externa – Angola continua a destinar grande parte do serviço da dívida pública externa para pagar à China, o maior credor do país. A dívida resulta do processo de reabilitação de Angola, após o conflito armado encerrado em 2002, e é garantida pela exportação de petróleo.


Segundo especialistas, a dívida representa um peso muito grande no nosso Produto Interno Bruto (PIB). Em 2022, o volume de trocas comerciais atingiu 27,8 mil milhões de dólares (25,4 mil milhões de euros), dos quais pouco mais de 23 mil milhões de dólares (21 mil milhões de euros) representaram as exportações de Angola para a China, essencialmente petróleo, e apenas quatro mil milhões (3,6 mil milhões de euros) foram directamente dos bens acabados da China para Angola.



ree

Acordo promove maior cooperação

NEGÓCIOS SEGUROS E ESTÁVEIS

Angola e a China assinaram um acordo para promover uma maior cooperação económica, estimular o fluxo de capitais e o desenvolvimento económico entre os dois países.


O Acordo sobre Promoção e Protecção Recíproca de Investimentos (APPRI) foi assinado, em Março passado, em Pequim, pelo ministro das Relações Exteriores de Angola, Tête António, e pelo ministro do Comércio da República da China, Wang Wentao.


Assinado no âmbito do fortalecimento da cooperação bilateral entre os dois Estados, o instrumento jurídico visa, igualmente, “garantir um quadro estável, transparente e não discriminatório para o investimento entre Angola e a China”. O ministro das Relações Exteriores, Téte António, não tem dúvidas: “este acordo é um ganho político, económico e comercial muito importante, não só para Angola, como para a nação asiática”.

A assinatura do APPRI “representa o fim de 12 anos de longas negociações entre as partes, devido a vários constrangimentos agora ultrapassados”.



ree

Lançado repto aos chineses

INVESTIR NOS HIDROCARBONETOS: UMA APOSTA CONTÍNUA

Integrante da comitiva presidencial, o ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás lançou, em Pequim, o repto aos empresários chineses: investem nos Hidrocarbonetos em Angola.


Durante o fórum económico na capital do “gigante asiático”, promovido pelo pelouro, Diamantino Azevedo referiu a existência de diversas oportunidades de investimento, desde con- cessões onshore, águas rasas, profundas e ultra profundas, para investidores de pequeno, médio e grande porte. O que que se pretende é uma parceria estratégica entre empresas chinesas e a Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis, para identificar áreas dentro dessas bacias sedimentares, para a exploração e produção de hidrocarbonetos.

Nesta perspectiva, uma empresa chinesa está envolvida no “upstream”, com participação em vários blocos petrolíferos, e outra na construção de um FPSO (unidade flutuante de produção, armazenamento e descarga) ligado a um importante projecto petrolífero em Angola.


Além do conjunto de reformas adoptadas pelo Governo, com vista a melhorar o ambiente de negócios, tornando-o mais competitivo e atractivo, está em curso a implementação da Estratégia de Licitação de Blocos Petrolíferos 2019-2025. Até à data, foram atribuídos dezenas de blocos e neste momento, decorre mais uma ronda de licitações, que deverá ser concluída em breve.


RELAÇÕES ANGOLA-CHINA – As relações entre Angola e a China datam de 1983 e conheceram o seu ponto mais alto a partir de 2000. Nesta altura, o “gigante asiático” começou a fazer empréstimos ao país, para a reconstrução de infraestruturas destruídas pela guerra e para alavancar a economia nacional.

Desde 2007, Angola é o maior parceiro comercial da China em África, com um volume de negócios que registou, em 2010, um total de 24,8 mil milhões de dólares norte-americanos.


Em Angola, a China opera nos mais variados domínios da vida económica e social, com forte presença nas áreas de formação de quadros, com destaque para a construção e apetrechamento do Centro Integrado de Formação Tecnológica (CINFOTEC) e da Academia Diplomática Venâncio de Moura. além da concessão de bolsas de estudos para jovens angolanos.


Fontes: ANGOP, LUSA, Ministério dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás e MIREX.




COOPERATION

bottom of page