In the next five years
“A QUALIDADE DA NOSSA FORMAÇÃO ESTÁ AO NÍVEL DOS PADRÕES INTERNACIONAIS"
Janeiro, Fevereiro e Março de 2024
Revista Petrogás & Bio I No 0
“A QUALIDADE DA NOSSA FORMAÇÃO ESTÁ AO NÍVEL DOS PADRÕES INTERNACIONAIS
Revista Petrogás & Bio I No 0
Janeiro, Fevereiro e Março de 2024

Mais de 65% dos finalistas do Instituto Superior Politécnico de Tecnologias e Ciências (ISPTEC) conseguem emprego logo após à conclusão do curso. Em entrevista à Revista Petrogás & Bio, João Fernando Manuel, presidente do ISPTEC, PHD e Professor Catedrático, considerou “alta” a qualidade de ensino na instituição, o que facilita o acesso dos finalistas ao mercado de trabalho.
O que é o Instituto Superior Politécnico de Tecnologias e Ciências (ISPTEC)?
Criado ao abrigo do Decreto 111/11 de 5 de Agosto, o ISPTEC é uma instituição do Ensino Superior, que tem como principal missão formar quadros qualificados e comprometidos com o desenvolvimento sustentável de Angola, através da geração e disseminação do conhecimento e visão, que congregue tudo para ser reconhe- cida como instituição de referência em Angola.
De quem partiu a iniciativa e quais são os objectivos que nortearam a sua criação?
O ISPTEC foi criado com base numa iniciativa da Sonangol, tendo em perspectiva o lançamento, a nível do sistema académico nacional, de uma universidade de van- guarda, com qualidade, rigor cienti ́fico, pedagógico e administrativo, que ajude a diminuir, substancialmente, o envio de bolseiros angolanos para o exterior do país.
Doze anos depois da sua fundação, já se pode afirmar que o ISP- TEC cumpre com os objectivos que ditaram a sua criação?
Hoje, já se pode afirmar que o ISPTEC é, seguramente, uma das grandes referências do ensino superior em Angola, com o lançamento no mercado de emprego de quadros altamente qualificados, cujos conhecimentos chegam a atingir alguns standards internacionais. Fruto do seu desempenho e da quantidade de publicações científicas que lançou no mercado, em 2023, foi classificada como a melhor instituição do ensino superior em Angola.
Têm muitas publicações científicas?
Temos muitas, a maioria em formato virtual ou em revistas indexadas.
Quais são os cursos ministrados na instituição e qual é nível de ensino?
Neste momento, estamos a oferecer cursos para licenciaturas e pós-graduação (mestrados), focados numa determinada área profissional. Iniciamos as actividades com oito cursos, distribuídos em dois departamentos. O primeiro com os de Engenharia Civil, Electrónica, Informática, Mecânica, Produção Industrial e Química. O segundo está voltado para as ciências sociais aplicadas, nomeadamente, Economia e Gestão Empresarial, que per- fazem um total de 11 cursos. Para melhor alinhamento do seu “core business”, o ISPTEC criou, em 2017, o departamento de Geociências, que inclui os cursos de Engenha- ria de Petróleo e Geofísica.

Em que segmentos estão a ser ministrados os cursos de pós-graduação?
Temos mestrados em Engenharias de Petróleos, Ambiente e Química, e espacializações em Gestão de Projectos e Manutenção Industrial.
Quantos alunos estão matriculados no Instituto?
Temos 3900 a fazerem a licenciatura e 152 a pós-graduação, perfazendo um total de 4052 estudantes inscritos.
Quais são as condições exigidas para o acesso de estudantes a esta instituição de ensino?
Tudo é feito com base no cumprimento escrupuloso do Decreto Presidencial no 5/19 de Janeiro, que aprova o Regulamento Geral de Acesso ao Ensino Superior, que consiste na realização de exames de acesso, cuja correcção é efectuada através de um aparelho denominado “leitor óptico”.
Qual é o valor das propinas?
Os preços variam ente 45.000 e 55.000 kwanzas por mês.
Não considera estes valores elevados para a nossa realidade?
Nem por isso. Existem preços de longe superiores aos que nós praticamos. Estamos no nível médio em relação aos utilizados no nosso mercado. Trata-se de um valor aceitável, se tivermos em conta a qualidade dos cursos técnicos, e não só, que ministramos. Daí a razão da grande procura que registamos todos os anos.
Em termos de qualidade, é possível estabelecer uma comparação entre o ISPTEC e instituições análogas em alguns países da região?
Por norma, a nível da região, todas as instituições do ensino superior que ministram cursos técnicos têm que ter uma base laboratorial boa, aceitável e credível. Com os 38 laboratórios que temos, posso considerar o ISPTEC um dos melhores da região. São poucas as instituições com este número de laboratórios na África austral. Os laboratórios são utilizados para estudos científicos e profissionalizados.
Para além da área académica, o ISPTEC presta serviços laboratoriais a outras instituições?
Prestamos serviços a várias empresas, nacionais e estrangeiras, do ramo dos petróleos e industrial.
Quais são os serviços que estas empresas mais procuram?
Medições meteorológicas, soldaduras de alto nível, do nível 2 e 3, entre outros.
O ISPTEC é uma unidade orçamentada?
Não! Não somos uma unidade orçamentada. Vivemos das pro- pinas e dos serviços laboratoriais que prestamos a várias empresas, nacionais e multinacionais, em forma de extensão universitária, e arrendamento de espaços. Entretanto, importa realçar que, com base no Decreto Presidencial no 310/20 de 7 de Dezembro, capitulo VII, artigo 94, alínea i, cabe à promotora do projecto afectar o orçamento para o normal funcionamento da IES, por forma a assegurar a formação no domínio da investigação científica, extensão universitária, gestão e organização
Quantos alunos o ISPTEC for- mou, desde a sua fundação, e como tem sido a sua inserção no mer- cado de trabalho?
Foram formados pela nossa instituição de ensino, nas mais diversas áreas do saber, 1.139 estudantes, dos quais 21 no primeiro curso, realizado em 2015. Mais de 65% destes estudantes, formados aqui, têm uma adesão muito satisfatória no mercado de emprego.
Entre baixo, médio e alto, como avalia o nível dos cursos que ministram?
Não estaria a exagerar se os considerasse de nível alto. As taxas de empregabilidade que citei há pouco falam por si. Repito, 65% dos finalistas. que lançamos para o mercado de trabalho, são um sucesso garantido. As empresas nacionais e internacionais sediadas em Angola consomem com voracidade os nossos engenheiros de petróleos, informáticos, químicos, geofísicos, mecânicos e de construção civil.
Quais são os cursos mais procurados no ISPTEC?
Engenharia, Informática, Química, Economia e Contabilidade.
Existe algum acordo entre o ISPTEC e os principais centros de emprego, com vista a facilitar o acesso dos finalistas a estágios e, inclusive, ao mercado de trabalho?
Temos acordos de parcerias com várias empresas, que garantem os estágios curriculares aos finalistas. No final do período de preparação, muitos acabam contratados por estas empresas, o que, por si só, contribuiu para o aumento da taxa de empregabilidade dos alunos formados pelo ISPTEC.
Para além dos laboratórios, que outros equipamentos o instituto possui e que facilitam o aprendizado dos estudantes?
O ISPTEC oferece uma série de serviços que, para além do conforto, garante condições técnicas e materiais para facilitar o aprendizado dos seus pupilos. Por exemplo, no 1º e 2º ano dos cursos de Engenharia, os estudantes têm à sua disposição os laboratórios de base (Química e Física), para efectuarem as suas experiências. A partir do 3º ano, as aulas são realizadas em laboratórios profissionalizantes. No decorrer da sua formação, os estudantes têm, igualmente à sua disposição, os auditórios para a realização de workshops académicos e outros eventos científicos, bem como o pavilhão gimnodesportivo para a prática de actividades desportivas.
O ISPTEC atribui certificados de qualidade aos trabalhos que produz?
Infelizmente, ainda não estamos certificados internacionalmente. Isto constitui o grande desafio do momento. Os contactos, com algumas instituições internacionais, estão avançados e acreditamos que o ISPTEC venha a ser certificado até ao próximo ano. Tudo esta a ser feito para conseguirmos, até ao primeiro semestre de 2024, a certificação internacional, com vista a estender os nossos serviços para outros países.
Quais são as projecções para o futuro?
Tornar o ISPTEC uma instituição que ombreia com as melhores do mundo, tornando-o uma MIT. Recentemente, estivemos nos Estados Unidos, em busca de parcerias de alto nível que possam nos ajudar a atingir esses objectivos. É como diz a velha máxima: “sou anão, mas se me apoiar em ombros gigantes posso ver ao longe”.
Podemos considerar o ISPTEC uma instituição com papel preponderante no desenvolvimento das “startup” em Angola?
O ISPTEC tem uma área específica, coordenada pelo departamento de Política de Investigação e Pós-Graduação, que denomina- mos “Incubadora”, a partir da qual incentivamos os nossos estudantes a desenvolverem as startup. Isto permitiu a realização, no início do ano, nas nossas instalações, da “Startup Summit 2023”, organizada pelo Ministério da Economia e Planeamento, onde o ISPTEC participou com 14 startup.

Mais de 65% dos finalistas do Instituto Superior Politécnico de Tecnologias e Ciências (ISPTEC) conseguem emprego logo após à conclusão do curso. Em entrevista à Revista Petrogás & Bio, João Fernando Manuel, presidente do ISPTEC, PHD e Professor Catedrático, considerou “alta” a qualidade de ensino na instituição, o que facilita o acesso dos finalistas ao mercado de trabalho.
O que é o Instituto Superior Politécnico de Tecnologias e Ciências (ISPTEC)?
Criado ao abrigo do Decreto 111/11 de 5 de Agosto, o ISPTEC é uma instituição do Ensino Superior, que tem como principal missão formar quadros qualificados e comprometidos com o desenvolvimento sustentável de Angola, através da geração e disseminação do conhecimento e visão, que congregue tudo para ser reconhe- cida como instituição de referência em Angola.
De quem partiu a iniciativa e quais são os objectivos que nortearam a sua criação?
O ISPTEC foi criado com base numa iniciativa da Sonangol, tendo em perspectiva o lançamento, a nível do sistema académico nacional, de uma universidade de van- guarda, com qualidade, rigor científico, pedagógico e administrativo, que ajude a diminuir, substancialmente, o envio de bolseiros angolanos para o exterior do país.
Doze anos depois da sua fundação, já se pode afirmar que o ISP- TEC cumpre com os objectivos que ditaram a sua criação?
Hoje, já se pode afirmar que o ISPTEC é, seguramente, uma das grandes referências do ensino superior em Angola, com o lançamento no mercado de emprego de quadros altamente qualificados, cujos conhecimentos chegam a atingir alguns standards internacionais. Fruto do seu desempenho e da quantidade de publicações científicas que lançou no mercado, em 2023, foi classificada como a melhor instituição do ensino superior em Angola.
Têm muitas publicações científicas?
Temos muitas, a maioria em formato virtual ou em revistas indexadas.
Quais são os cursos ministrados na instituição e qual é nível de ensino?
Neste momento, estamos a oferecer cursos para licenciaturas e pós-graduação (mestrados), focados numa determinada área profissional. Iniciamos as actividades com oito cursos, distribuídos em dois departamentos. O primeiro com os de Engenharia Civil, Electrónica, Informática, Mecânica, Produção Industrial e Química. O segundo está voltado para as ciências sociais aplicadas, nomeadamente, Economia e Gestão Empresarial, que per- fazem um total de 11 cursos. Para melhor alinhamento do seu “core business”, o ISPTEC criou, em 2017, o departamento de Geociências, que inclui os cursos de Engenha- ria de Petróleo e Geofísica.

Em que segmentos estão a ser ministrados os cursos de pós-graduação?
Temos mestrados em Engenharias de Petróleos, Ambiente e Química, e espacializações em Gestão de Projectos e Manutenção Industrial.
Quantos alunos estão matriculados no Instituto?
Temos 3900 a fazerem a licenciatura e 152 a pós-graduação, perfazendo um total de 4052 estudantes inscritos.
Quais são as condições exigidas para o acesso de estudantes a esta instituição de ensino?
Tudo é feito com base no cumprimento escrupuloso do Decreto Presidencial no 5/19 de Janeiro, que aprova o Regulamento Geral de Acesso ao Ensino Superior, que consiste na realização de exames de acesso, cuja correcção é efectuada através de um aparelho denominado “leitor óptico”.
Qual é o valor das propinas?
Os preços variam ente 45.000 e 55.000 kwanzas por mês.
Não considera estes valores elevados para a nossa realidade?
Nem por isso. Existem preços de longe superiores aos que nós praticamos. Estamos no nível médio em relação aos utilizados no nosso mercado. Trata-se de um valor aceitável, se tivermos em conta a qualidade dos cursos técnicos, e não só, que ministramos. Daí a razão da grande procura que registamos todos os anos.
Em termos de qualidade, é possível estabelecer uma comparação entre o ISPTEC e instituições análogas em alguns países da região?
Por norma, a nível da região, todas as instituições do ensino superior que ministram cursos técnicos têm que ter uma base laboratorial boa, aceitável e credível. Com os 38 laboratórios que temos, posso considerar o ISPTEC um dos melhores da região. São poucas as instituições com este número de laboratórios na África austral. Os laboratórios são utilizados para estudos científicos e profissionalizados.
Para além da área académica, o ISPTEC presta serviços laboratoriais a outras instituições?
Prestamos serviços a várias empresas, nacionais e estrangeiras, do ramo dos petróleos e industrial.
Quais são os serviços que estas empresas mais procuram?
Medições meteorológicas, soldaduras de alto nível, do nível 2 e 3, entre outros.
O ISPTEC é uma unidade orçamentada?
Não! Não somos uma unidade orçamentada. Vivemos das pro- pinas e dos serviços laboratoriais que prestamos a várias empresas, nacionais e multinacionais, em forma de extensão universitária, e arrendamento de espaços. Entretanto, importa realçar que, com base no Decreto Presidencial no 310/20 de 7 de Dezembro, capitulo VII, artigo 94, alínea i, cabe à promotora do projecto afectar o orçamento para o normal funcionamento da IES, por forma a assegurar a formação no domínio da investigação científica, extensão universitária, gestão e organização
Quantos alunos o ISPTEC for- mou, desde a sua fundação, e como tem sido a sua inserção no mer- cado de trabalho?
Foram formados pela nossa instituição de ensino, nas mais diversas áreas do saber, 1.139 estudantes, dos quais 21 no primeiro curso, realizado em 2015. Mais de 65% destes estudantes, formados aqui, têm uma adesão muito satisfatória no mercado de emprego.
Entre baixo, médio e alto, como avalia o nível dos cursos que ministram?
Não estaria a exagerar se os considerasse de nível alto. As taxas de empregabilidade que citei há pouco falam por si. Repito, 65% dos finalistas. que lançamos para o mercado de trabalho, são um sucesso garantido. As empresas nacionais e internacionais sediadas em Angola consomem com voracidade os nossos engenheiros de petróleos, informáticos, químicos, geofísicos, mecânicos e de construção civil.
Quais são os cursos mais procurados no ISPTEC?
Engenharia, Informática, Química, Economia e Contabilidade.
Existe algum acordo entre o ISPTEC e os principais centros de emprego, com vista a facilitar o acesso dos finalistas a estágios e, inclusive, ao mercado de trabalho?
Temos acordos de parcerias com várias empresas, que garantem os estágios curriculares aos finalistas. No final do período de preparação, muitos acabam contratados por estas empresas, o que, por si só, contribuiu para o aumento da taxa de empregabilidade dos alunos formados pelo ISPTEC.
Para além dos laboratórios, que outros equipamentos o instituto possui e que facilitam o aprendizado dos estudantes?
O ISPTEC oferece uma série de serviços que, para além do conforto, garante condições técnicas e materiais para facilitar o aprendizado dos seus pupilos. Por exemplo, no 1º e 2º ano dos cursos de Engenharia, os estudantes têm à sua disposição os laboratórios de base (Química e Física), para efectuarem as suas experiências. A partir do 3º ano, as aulas são realizadas em laboratórios profissionalizantes. No decorrer da sua formação, os estudantes têm, igualmente à sua disposição, os auditórios para a realização de workshops académicos e outros eventos científicos, bem como o pavilhão gimnodesportivo para a prática de actividades desportivas.
O ISPTEC atribui certificados de qualidade aos trabalhos que produz?
Infelizmente, ainda não estamos certificados internacionalmente. Isto constitui o grande desafio do momento. Os contactos, com algumas instituições internacionais, estão avançados e acreditamos que o ISPTEC venha a ser certificado até ao próximo ano. Tudo esta a ser feito para conseguirmos, até ao primeiro semestre de 2024, a certificação internacional, com vista a estender os nossos serviços para outros países.
Quais são as projecções para o futuro?
Tornar o ISPTEC uma instituição que ombreia com as melhores do mundo, tornando-o uma MIT. Recentemente, estivemos nos Estados Unidos, em busca de parcerias de alto nível que possam nos ajudar a atingir esses objectivos. É como diz a velha máxima: “sou anão, mas se me apoiar em ombros gigantes posso ver ao longe”.
Podemos considerar o ISPTEC uma instituição com papel preponderante no desenvolvimento das “startup” em Angola?
O ISPTEC tem uma área específica, coordenada pelo departamento de Política de Investigação e Pós-Graduação, que denomina- mos “Incubadora”, a partir da qual incentivamos os nossos estudantes a desenvolverem as startup. Isto permitiu a realização, no início do ano, nas nossas instalações, da “Startup Summit 2023”, organizada pelo Ministério da Economia e Planeamento, onde o ISPTEC participou com 14 startup.
LEADERSHIP

Mais de 65% dos finalistas do Instituto Superior Politécnico de Tecnologias e Ciências (ISPTEC) conseguem emprego logo após à conclusão do curso. Em entrevista à Revista Petrogás & Bio, João Fernando Manuel, presidente do ISPTEC, PHD e Professor Catedrático, considerou “alta” a qualidade de ensino na instituição, o que facilita o acesso dos finalistas ao mercado de trabalho.
O que é o Instituto Superior Politécnico de Tecnologias e Ciências (ISPTEC)?
Criado ao abrigo do Decreto 111/11 de 5 de Agosto, o ISPTEC é uma instituição do Ensino Superior, que tem como principal missão formar quadros qualificados e comprometidos com o desenvolvimento sustentável de Angola, através da geração e disseminação do conhecimento e visão, que congregue tudo para ser reconhe- cida como instituição de referência em Angola.
De quem partiu a iniciativa e quais são os objectivos que nortearam a sua criação?
O ISPTEC foi criado com base numa iniciativa da Sonangol, tendo em perspectiva o lançamento, a nível do sistema académico nacional, de uma universidade de van- guarda, com qualidade, rigor científico, pedagógico e administrativo, que ajude a diminuir, substancialmente, o envio de bolseiros angolanos para o exterior do país.
Doze anos depois da sua fundação, já se pode afirmar que o ISP- TEC cumpre com os objectivos que ditaram a sua criação?
Hoje, já se pode afirmar que o ISPTEC é, seguramente, uma das grandes referências do ensino superior em Angola, com o lançamento no mercado de emprego de quadros altamente qualificados, cujos conhecimentos chegam a atingir alguns standards internacionais. Fruto do seu desempenho e da quantidade de publicações científicas que lançou no mercado, em 2023, foi classificada como a melhor instituição do ensino superior em Angola.
Têm muitas publicações científicas?
Temos muitas, a maioria em formato virtual ou em revistas indexadas.
Quais são os cursos ministrados na instituição e qual é nível de ensino?
Neste momento, estamos a oferecer cursos para licenciaturas e pós-graduação (mestrados), focados numa determinada área profissional. Iniciamos as actividades com oito cursos, distribuídos em dois departamentos. O primeiro com os de Engenharia Civil, Electrónica, Informática, Mecânica, Produção Industrial e Química. O segundo está voltado para as ciências sociais aplicadas, nomeadamente, Economia e Gestão Empresarial, que per- fazem um total de 11 cursos. Para melhor alinhamento do seu “core business ”, o ISPTEC criou, em 2017, o departamento de Geociências, que inclui os cursos de Engenha- ria de Petróleo e Geofísica.

Em que segmentos estão a ser ministrados os cursos de pós-graduação?
Temos mestrados em Engenharias de Petróleos, Ambiente e Química, e espacializações em Gestão de Projectos e Manutenção Industrial.
Quantos alunos estão matriculados no Instituto?
Temos 3900 a fazerem a licenciatura e 152 a pós-graduação, perfazendo um total de 4052 estudantes inscritos.
Quais são as condições exigidas para o acesso de estudantes a esta instituição de ensino?
Tudo e ́ feito com base no cumprimento escrupuloso do Decreto Presidencial no 5/19 de Janeiro, que aprova o Regulamento Geral de Acesso ao Ensino Superior, que consiste na realização de exames de acesso, cuja correcção é efectuada através de um aparelho denominado “leitor óptico”.
Qual é o valor das propinas?
Os preços variam ente 45.000 e 55.000 kwanzas por mês.
Não considera estes valores elevados para a nossa realidade?
Nem por isso. Existem preços de longe superiores aos que nós praticamos. Estamos no nível médio em relação aos utilizados no nosso mercado. Trata-se de um valor aceitável, se tivermos em conta a qualidade dos cursos técnicos, e não só, que ministramos. Daí a razão da grande procura que registamos todos os anos.
Em termos de qualidade, é possível estabelecer uma comparação entre o ISPTEC e instituições análogas em alguns países da região?
Por norma, a nível da região, todas as instituições do ensino superior que ministram cursos técnicos têm que ter uma base laboratorial boa, aceitável e credível. Com os 38 laboratórios que temos, posso considerar o ISPTEC um dos melhores da região. São poucas as instituições com este número de laboratórios na África austral. Os laboratórios são utilizados para estudos científicos e profissionalizados.
Para além da área académica, o ISPTEC presta serviços laboratoriais a outras instituições?
Prestamos serviços a várias empresas, nacionais e estrangeiras, do ramo dos petróleos e industrial.
Quais são os serviços que estas empresas mais procuram?
Medições meteorológicas, soldaduras de alto nível, do nível 2 e 3, entre outros.
O ISPTEC é uma unidade orçamentada?
Não! Não somos uma unidade orçamentada. Vivemos das pro- pinas e dos serviços laboratoriais que prestamos a várias empresas, nacionais e multinacionais, em forma de extensão universitária, e arrendamento de espaços. Entretanto, importa realçar que, com base no Decreto Presidencial no 310/20 de 7 de Dezembro, capitulo VII, artigo 94, alínea i, cabe à promotora do projecto afectar o orçamento para o normal funcionamento da IES, por forma a assegurar a formação no domínio da investigação científica, extensão universitária, gestão e organização
Quantos alunos o ISPTEC for- mou, desde a sua fundação, e como tem sido a sua inserção no mer- cado de trabalho?
Foram formados pela nossa instituição de ensino, nas mais diversas áreas do saber, 1.139 estudantes, dos quais 21 no primeiro curso, realizado em 2015. Mais de 65% destes estudantes, formados aqui, têm uma adesão muito satisfatória no mercado de emprego.
Entre baixo, médio e alto, como avalia o nível dos cursos que ministram?
Não estaria a exagerar se os considerasse de nível alto. As taxas de empregabilidade que citei há pouco falam por si. Repito, 65% dos finalistas. que lançamos para o mercado de trabalho, são um sucesso garantido. As empresas nacionais e internacionais sediadas em Angola consomem com voracidade os nossos engenheiros de petróleos, informáticos, químicos, geofísicos, mecânicos e de construção civil.
Quais são os cursos mais procurados no ISPTEC?
Engenharia, Informática, Química, Economia e Contabilidade.
Existe algum acordo entre o ISPTEC e os principais centros de emprego, com vista a facilitar o acesso dos finalistas a estágios e, inclusive, ao mercado de trabalho?
Temos acordos de parcerias com várias empresas, que garantem os estágios curriculares aos finalistas. No final do período de preparação, muitos acabam contratados por estas empresas, o que, por si só, contribuiu para o aumento da taxa de empregabilidade dos alunos formados pelo ISPTEC.
Para além dos laboratórios, que outros equipamentos o instituto possui e que facilitam o aprendizado dos estudantes?
O ISPTEC oferece uma série de serviços que, para além do conforto, garante condições técnicas e materiais para facilitar o aprendizado dos seus pupilos. Por exemplo, no 1º e 2º ano dos cursos de Engenharia, os estudantes têm à sua disposição os laboratórios de base (Química e Física), para efectuarem as suas experiências. A partir do 3º ano, as aulas são realizadas em laboratórios profissionalizantes. No decorrer da sua formação, os estudantes têm, igualmente à sua disposição, os auditórios para a realização de workshops académicos e outros eventos científicos, bem como o pavilhão gimnodesportivo para a prática de actividades desportivas.
O ISPTEC atribui certificados de qualidade aos trabalhos que produz?
Infelizmente, ainda não estamos certificados internacionalmente. Isto constitui o grande desafio do momento. Os contactos, com algumas instituições internacionais, estão avançados e acreditamos que o ISPTEC venha a ser certificado até ao próximo ano. Tudo esta a ser feito para conseguirmos, até ao primeiro semestre de 2024, a certificação internacional, com vista a estender os nossos serviços para outros países.
Quais são as projecções para o futuro?
Tornar o ISPTEC uma instituição que ombreia com as melhores do mundo, tornando-o uma MIT. Recentemente, estivemos nos Estados Unidos, em busca de parcerias de alto nível que possam nos ajudar a atingir esses objectivos. É como diz a velha máxima: “sou anão, mas se me apoiar em ombros gigantes posso ver ao longe”.
Podemos considerar o ISPTEC uma instituição com papel preponderante no desenvolvimento das “startup” em Angola?
O ISPTEC tem uma área específica, coordenada pelo departamento de Política de Investigação e Pós-Graduação, que denomina- mos “Incubadora”, a partir da qual incentivamos os nossos estudantes a desenvolverem as startup. Isto permitiu a realização, no início do ano, nas nossas instalações, da “Startup Summit 2023”, organizada pelo Ministério da Economia e Planeamento, onde o ISPTEC participou com 14 startup.
LEADERSHIP
MAIS IMPORTAÇÕES E POSTOS COM A SONANGOL A LIDERAR
“NUNCA VAMOS DAR FALSAS EXPECTATIVAS AO POVO OU A QUEM MANDA”
LEADERSHIP
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“NUNCA VAMOS DAR FALSAS EXPECTATIVAS AO POVO OU A QUEM MANDA”
MAIS IMPORTAÇÕES E POSTOS COM A SONANGOL A LIDERAR





