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REVOLUÇÃO NO SECTOR MINEIRO ATRAI OS GRANDES INVESTIDORES

Revista Petrogás & Bio I No 0

Janeiro, Fevereiro e Março de 2024


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Desde os anos 30, a exploração e extracção de minérios em Angola representou sempre uma forte presença na economia nacional, com vínculos, praticamente inquestionáveis, em todos os sectores de crescimento e desenvolvimento do país. Só assim se justifica que a exploração de petróleo, seguido dos diamantes, continue a liderar este segmento de ne­gócios como uma das principais fontes de receitas para do Estado, num país onde a aposta para a diversificação da economia, suportada pela exploração de minerais, re­presenta um dos principais desafios do momento.



Sem contar com o petróleo e os diamantes, estima-se que exista no subsolo angolano, 33 dos 45 minerais mais procurados nos principais mercados do mundo, a maioria ainda por explorar. Da extensa lista, destaca-se o ouro, cobre, ferro, fosfatos, substâncias betuminosas, ferro, magnésio e rochas ornamentais, entre outros.


As reformas em curso no país têm permitido a atracção de investidores e, em algumas regiões do país, a exploração de alguns destes minerais já é uma realidade. Segundo especialistas, as reservas recém-descobertas, e que detêm um grande potencial, constituem uma verdadeira revolução na exploração de recursos minerais. Neste momento, depois do petróleo e dos diamantes, uma das grandes referências é a exploração do ferro, ouro, cobre, areias pesadas e lítio.


Transformar os recursos no país - Seguindo as políticas que estão a ser adoptadas por alguns países da região, como a Namíbia e a Tanzânia, o governo angolano defende a transformação dos recursos no nosso país, como modelo de incentivo à produção nacional, aparecendo os nacionais como os primeiros e os principais consumidores do que é produzido localmente.


Por esta razão, está a trabalhar para tornar obrigatória a integração de bens e equipamentos produzidos em Angola em contratos de investimento ou aquisição de bens por entidades públicas, sempre que estes bens estejam disponíveis.


O Aeroporto Internacional António Agostinho Neto, é um dos exemplos mais recentes. Todo o mármore utilizado é feito em Angola. Os outros exemplos vêm da indústria de lapidação, que começou a dar os primeiros passos em Luanda e se estendeu às províncias das Lundas Sul e Norte. A primeira de fábrica de lapidação de diamantes em Angola, com capacidade para lapidar 5 mil quilates de diamante bruto por mês, funciona desde há algum tempo, em Luanda, oferecendo emprego para 120 pessoas.


A este projecto, juntam-se as seis fábricas inauguradas nas Lundas. Vinte nove outras encontram-se em construção, das quais 25 no Pólo Diamantífero de Saurimo e quatro no Pólo Diamantífero do Dundo. Com estas iniciativas, o governo almeja agregar valor ao mineral bruto e garantir maior oferta de emprego aos angolanos numa indústria de alta tecnologia.


Maior diversificação da economia - “Uma maior diversificação da economia, para evitar a dependência exclusiva da extracção dos recursos minerais, apostando no desenvolvimento de outros sectores económicos adicionais que podem beneficiar das receitas provenientes do sector mineiro”- Esta é a convicção do Presidente da República, João Lourenço, expressa na cerimónia de inauguração da Mina do Luele.


Por seu turno, o ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Diamantino de Azevedo, acentua que o sector mineiro, o diamantífero em primeira instância, muitas vezes, “é medido apenas pela análise redutora que se faz aos seus principais indicadores macroeconómicos, deixando para trás aspectos considerados importantes do poder desta indústria”, como, por exemplo , “o de levar a vida e o desenvolvimento às zonas rurais recônditas, bem como o seu contributo para o funcionamento de muitos outros sectores da economia”.


O governante referiu o prestimoso contributo que o sector mineiro, o diamantífero em particular, presta para a execução de projectos sociais, com realce para a construção de escolas. No âmbito da responsabilidade social, tanto na Catoca quanto no Luele, está prevista a construção de vários projectos de desenvolvimento social, a pensar no presente e futuro da pós-mineração. Desta que para estes projectos vão para os centros habitacionais, turísticos, agrícolas, de ensino e investigação, que vão orgulhar não só os trabalhadores mineiros, mas todos os angolanos em geral.



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São iniciativas que vão retirar aos residentes das zonas de exploração sufoco da dependência absoluta aos recursos minerais, com a criação de fontes alternativas de subsistência.

A resiliência do sector diamantífero - O sector dos diamantes é um dos poucos que, depois do petróleo, conseguiu manter o seu ciclo de produção, no período pós-independência, um privilégio que atribuiu ao sector uma clara vantagem em relação aos outros recursos minerais, como o ouro, ferro e a areia especial que, recentemente, começaram a dar os primeiros passos em matéria de prospecção, exploração e produção.


Um dos cinco eixos da Estratégia de Longo Prazo ANGOLA – 2050, aprovada pelo governo, está centrado numa economia diversificada e próspera, com ênfase nos sectores da agricultura, pecuária, pesca, indústria transformadora, recursos minerais e turismo.


Em função disso, o governo adoptou uma série de reformas institucionais no sector dos recur- sos minerais, que fez aumentar a confiança dos investidores, encorajando a vinda ao país dos gigantes da indústria mineira mundial, como a Anglo-americana Rio Tinto, a De Beers, Pensana Metals e a Minbos, com fortes reflexos na economia angolana. Alguns destes investidores estão presentes em algumas regiões do país, onde desenvolvem vários projectos minerais, com resultados considerados “positivos”.


A empresa Anglo-americana está a trabalhar em projectos de prospecção de cobre, no Moxico, níquel e cobalto, no Cunene e Cuando- Cubango, enquanto que a Rio Tinto está a desenvolver a prospecção de diamantes e cobre nas províncias da Lunda-Sul e Moxico.


A De Beers, líder mundial na exploração de diamantes, mantém o foco na prospecção e exploração de diamantes nas províncias da Lunda- Sul e Lunda-Norte. Em Abril de 2023, foi concluído o projecto diamantífero Yetwene. Nas terras raras, no Huambo está a Pensana Metals e em Cabinda o projecto da Minbos, encontra-se já em fase de desenvolvimento muito avançado, para a exploração de fosfatos.


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Estes exemplos demostram o empenho do governo na criação de uma economia mais resiliente, capaz de gerar empregos e renda sustentável para as famílias e garantir segurança alimentar.

Uma economia que coloque Angola na rota da inovação e da competitividade, que possa orgulhar os angolanos, com a capacidade de transformar potencialidade natural em riqueza e bem-estar social. Em Cabinda, foi inaugurado o projecto de ouro do Lufu, que tem em perspectiva a produção de 120 quilogramas de ouro por ano.

A refinaria de ouro, vai ser construída em Luanda, com capacidade para refinar, inicialmente, 10 kg de ouro bruto por dia e transformá-lo em barras, estando a sua conclusão prevista para 2025.


No domínio da exploração do ferro, que esteve paralisada durante muitos anos, está em funcionamento o projecto Minero- -Siderúrgico do Cutato-Cuchi, Cuando-Cubango, que faz a exploração de ferro gusa. Em implementação, no município da Jamba, Huíla, está o projecto Mineiro-Siderúrgico de Kassinga, que vai produzir cerca de 4,1 milhões de toneladas de concentrado de ferro para exportação e para alimentar a futura siderurgia do Namibe, que vai produzir aço para a indústria nacional e para exportação.


Outros projectos relacionados com a exploração de minério de ferro estão em curso em Kassala Kitungo, Cuanza-Norte, cuja conclusão está prevista para 2024.


Ainda para 2024, está prevista a conclusão do projecto de exploração de cobre de Mavoio-Tetelo, que abrange os municípios de Maquela do Zombo e Damba, Uíge, e Cuimba, Zaire, uma produção de cerca de 4.000 toneladas de cobre concentrado por dia. Para além do cobre, está também prevista nestas zonas a exploração de minerais associados, como o cobalto, chumbo e zinco.


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Minerais não metálicos - No que toca à exploração de recursos minerais não-metálicos, a aposta do governo está virada para o fosfato, potássio e calcário. Um projecto de exploração de rocha fosfatada está em curso em Cácata, Cabinda Prevê-se que, na fase inicial, o projecto explore 50 mil toneladas de fosfato por ano. Este número deve aumentar para 300 mil toneladas por ano, cinco anos depois.

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Ainda em Cabinda, a província mais ao norte do país, está em curso o projecto de produção de fertilizantes fosfatados, através da construção da fábrica de Subantando. Tendo em vista impulsionar o desenvolvimento da actividade agrícola e contribuir para a melhoria da segurança alimentar, o governo desenvolve no município do Soyo, Zaire, um projecto de produção de amônia e ureia, que vai produzir 1.200.000 toneladas por ano de ureia granulada. Com estes projectos, o país prepara as condições para, a médio prazo, passar de um importador de fertilizantes, para um país capaz de satisfazer o essencial das necessidades internas e exportar.


Cadeia de valores na produção de areias pesadas

Em relação às terras raras, o governo está apostado no desenvolvimento de uma cadeia de abastecimento independente, sustentável e de classe mundial, no Longonjo, Huambo, considerado um dos maiores depósitos de terras raras não desenvolvidas do mundo, com vida útil de 20 anos.


Com os trabalhos iniciados em 2022, a mina está em desenvolvimento e prevê-se que a construção principal inicie no próximo ano. A mineração próxima da superfície, de escavação livre, produzirá 1,5mtpa como produção de run-of-mine, alimentando a planta de processamento. Os circuitos de concentrador de flotação, calcinação e precipitação foram concebidos para produzir 40 000 tpa de sulfatos de terras raras mistos, limpos e de elevado valor.


A Ozango Minerais, através da sua cadeia de valor, vai tentar oferecer aos seus clientes um fornecimento independente e sustentável de óxidos de terras raras, essenciais para enfrentar a crise climática e a transição energética, com a produção de cerca de 4.500 toneladas de óxidos de NdPr por ano, o equivalente a 5% da procura mundial. Os óxidos de NdPr fazem parte da cadeia de abastecimento das turbinas eólicas e dos veículos eléctricos.


Como um dos 20 maiores produtores mundiais de petróleo, Angola possui um grande potencial para contribuir com 5% da matéria-prima global de metais magnéticos que faz parte das cadeias de abastecimento essenciais para a transição energética.


Aposta do Fundo soberano nas areias pesadas - Um investimento do Fundo Soberano de Angola e a Ozango Minerais reforça o compromisso de trazer grandes benefícios sociais e económicos para o país, contribuindo para acelerar a diversificação da economia, numa cadeia de valor sustentável que envolve a mina de terras raras do Longonjo, no Huambo, e o centro de processamento de terras raras de Saltend, do Reino Unido.

De acordo com o relatório do Ministério dos Recursos Minerais, Petróleos e Gás, a refinaria da mina do Longonjo produzirá um produto de alta pureza, que será transportado através do Caminho de Ferro de Benguela para o porto do Lobito, de onde será enviado, posteriormente, para Saltend.


Nas suas operações, a Ozango Minerais assume o compromisso de minimizar as emissões de gases com efeito estufa, o impacto ambiental ao longo da sua cadeia de valores e no acesso às infraestruturas hidroeléctricas, ferroviárias e rodoviárias existentes em Angola.


A transformação do minério no país reduz o volume transportado por caminho-de-ferro e por navio, poupando cerca de 11 000 t CO2e/ano. A introdução da reciclagem de reagentes reduz a necessidade de fabrico e transporte de novos produtos. A utilização do CFB para transportar o produto da mina para o porto, e a localização das operações de Saltend perto das docas, reduz a necessidade de transporte rodoviário intensivo de gasóleo.


A área de extracção mineira foi planeada de modo a evitar uma zona de elevado valor em termos de biodiversidade, realizando operações de extracção e transformação com baixas emissões de gases.

Longonjo utilizará energia hidroeléctrica como parte das suas operações, poupando aproximada- mente 66 000 t CO2e/ano.


Os elementos da fábrica, que tradicionalmente consomem muita energia, foram electrificados e utilizarão energia com baixo teor de carbono das instalações. Uma empresa mineira angolana, que está a entrar numa nova era de crescimento, a Ozango Minerais está a ajudar a desbloquear ainda mais o significativo potencial mineiro de Angola, através do desenvolvimento da mina de terras raras de Longonjo, de classe mundial.

Produção estimada em 628 milhões de quilates

LUELE: UM DOS MAIORES PRODUTORES MUNDIAIS DE DIAMANTES A CÉU ABERTO


Inaugurada em Novembro de 2023, pelo Presidente da República, João Lourenço, a mina do Luele, localizada na Lunda-Sul, é considerada um dos três maiores produtores de diamantes no mundo. Trata-se do maior projecto de exploração de diamantes a céu aberto no país, o que confere ao sector o estatuto de líder na exploração dos recursos minerais em Angola. Com uma produção estimada em 628 milhões de quilates, a mina do Luele, cujo arranque está previsto para 2024, tem uma profundidade até 600 metros e um período de vida avaliado em 60 anos.


Em 2024, primeiro ano de actividade, espera-se que a produção da Sociedade Mineira do Luele corresponda a um terço da capacidade instalada, o equivalente a cerca de quatro milhões de toneladas de minério, podendo evoluir para 12 milhões nos anos subsequentes.

Para além do Luele, outros projectos no domínio dos diamantes estão em curso, como o do Lulo, na Lunda-Norte, e a indústria de lapidação, que já começou a marcar passos.



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SUMÁRIO EXECUTIVO


De uma forma geral, em 2022, o sector dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás procurou dar continuidade às acções e iniciativas tendentes à promoção de um ambiente de negócio transparente e competitivo, para a atracção e retenção de investimentos privados e contribuição para a diversificação da economia.

De acordo com o relatório de actividades desenvolvidas e os rendimentos obtidos nos últimos anos na exploração de recursos minerais, em relação ao ano anterior, em 2022 o sector registou um aumento considerável na produção de minerais a vários níveis, com destaque para o sector de diamantes.


A produção de diamantes atingiu a cifra de 8.763.309,30 quilates, dos quais 8.716.997,99 quilates provenientes da produção industrial e 46.311,31 quilates da produção semi-industrial, registando um aumento de 0,48% em relação ao período anterior, como resultado da retoma gradual do normal funcionamento das operações mineiras.


Em 2022, a comercialização de diamantes, atingiu a cifra de 9.210.940,91 quilates, 1.965.247.516,65 de dólares, ao preço médio de 213,360 USD/Qlts. As exportações totalizaram um valor de 8.879.633,93 quilates, USD 1.976.719.565,16, ao preço médio de 222,61 USD/Qlts.


Resumindo e concluindo, no segmento diamantífero os gastos em projectos, produção e prospecção totalizaram USD 424.750.356,77. À semelhança dos diamantes, a exploração do ouro registou, igualmente, um aumento considerável na sua produção, com cerca de 2.541,74 onças finas, mais 145, 10%, comparativamente ao ano anterior.


As rochas ornamentais atingiram uma produção de 156.769,04 m3, um aumento de 82,03% em relação ao período anterior. Nos inertes, a produção totalizou 4.261.999,22 m3, dos quais 1.882.959,11 m3 correspondem aos minerais para a construção civil e 2.379.040,11 m3 aos minerais para a indústria. A venda dos inertes, estiveram à volta de 4.076.443,14 m3, contabilizando um valor AKZ 8.846.538.857,27.


Foram produzidas 9.637,76 toneladas métricas de ferro gusa e 73.570 toneladas métricas de manganês, um aumento aproximado de 56,53%, comparada com o ano anterior. O país exportou 1.600 toneladas métricas de ferro gusa, avaliadas em 6.638.000 dólares americanos e 150 toneladas métricas de manganês, avaliadas em 15.508,80 dólares americanos.


O país exportou um total de 3.531,55 onças finas de ouro, valorizadas em 5.387.504,71 dólares americanos. Em termos de rochas ornamentais, foram exportados, no período em análise, 167.388,39 m3 de rochas ornamentais, valorizadas em AKZ 32.458.519.673,60, a um preço médio ponderado de 193.911,42 Akz/m3.


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Desde os anos 30, a exploração e extracção de minérios em Angola representou sempre uma forte presença na economia nacional, com vínculos, praticamente inquestionáveis, em todos os sectores de crescimento e desenvolvimento do país. Só assim se justifica que a exploração de petróleo, seguido dos diamantes, continue a liderar este segmento de ne­gócios como uma das principais fontes de receitas para do Estado, num país onde a aposta para a diversificação da economia, suportada pela exploração de minerais, re­presenta um dos principais desafios do momento.



Sem contar com o petróleo e os diamantes, estima-se que exista no subsolo angolano, 33 dos 45 minerais mais procurados nos principais mercados do mundo, a maioria ainda por explorar. Da extensa lista, destaca-se o ouro, cobre, ferro, fosfatos, substâncias betuminosas, ferro, magnésio e rochas ornamentais, entre outros.


As reformas em curso no país têm permitido a atracção de investidores e, em algumas regiões do país, a exploração de alguns destes minerais já é uma realidade. Segundo especialistas, as reservas recém-descobertas, e que detêm um grande potencial, constituem uma verdadeira revolução na exploração de recursos minerais. Neste momento, depois do petróleo e dos diamantes, uma das grandes referências é a exploração do ferro, ouro, cobre, areias pesadas e lítio.


Transformar os recursos no país - Seguindo as políticas que estão a ser adoptadas por alguns países da região, como a Namíbia e a Tanzânia, o governo angolano defende a transformação dos recursos no nosso país, como modelo de incentivo à produção nacional, aparecendo os nacionais como os primeiros e os principais consumidores do que é produzido localmente.


Por esta razão, está a trabalhar para tornar obrigatória a integração de bens e equipamentos produzidos em Angola em contratos de investimento ou aquisição de bens por entidades públicas, sempre que estes bens estejam disponíveis.


O Aeroporto Internacional António Agostinho Neto, é um dos exemplos mais recentes. Todo o mármore utilizado é feito em Angola. Os outros exemplos vêm da indústria de lapidação, que começou a dar os primeiros passos em Luanda e se estendeu às províncias das Lundas Sul e Norte. A primeira de fábrica de lapidação de diamantes em Angola, com capacidade para lapidar 5 mil quilates de diamante bruto por mês, funciona desde há algum tempo, em Luanda, oferecendo emprego para 120 pessoas.


A este projecto, juntam-se as seis fábricas inauguradas nas Lundas. Vinte nove outras encontram-se em construção, das quais 25 no Pólo Diamantífero de Saurimo e quatro no Pólo Diamantífero do Dundo. Com estas iniciativas, o governo almeja agregar valor ao mineral bruto e garantir maior oferta de emprego aos angolanos numa indústria de alta tecnologia.


Maior diversificação da economia - “Uma maior diversificação da economia, para evitar a dependência exclusiva da extracção dos recursos minerais, apostando no desenvolvimento de outros sectores económicos adicionais que podem beneficiar das receitas provenientes do sector mineiro”- Esta é a convicção do Presidente da República, João Lourenço, expressa na cerimónia de inauguração da Mina do Luele.


Por seu turno, o ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Diamantino de Azevedo, acentua que o sector mineiro, o diamantífero em primeira instância, muitas vezes, “é medido apenas pela análise redutora que se faz aos seus principais indicadores macroeconómicos, deixando para trás aspectos considerados importantes do poder desta indústria”, como, por exemplo , “o de levar a vida e o desenvolvimento às zonas rurais recônditas, bem como o seu contributo para o funcionamento de muitos outros sectores da economia”.


O governante referiu o prestimoso contributo que o sector mineiro, o diamantífero em particular, presta para a execução de projectos sociais, com realce para a construção de escolas. No âmbito da responsabilidade social, tanto na Catoca quanto no Luele, está prevista a construção de vários projectos de desenvolvimento social, a pensar no presente e futuro da pós-mineração. Desta que para estes projectos vão para os centros habitacionais, turísticos, agrícolas, de ensino e investigação, que vão orgulhar não só os trabalhadores mineiros, mas todos os angolanos em geral.



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São iniciativas que vão retirar aos residentes das zonas de exploração sufoco da dependência absoluta aos recursos minerais, com a criação de fontes alternativas de subsistência.

A resiliência do sector diamantífero - O sector dos diamantes é um dos poucos que, depois do petróleo, conseguiu manter o seu ciclo de produção, no período pós-independência, um privilégio que atribuiu ao sector uma clara vantagem em relação aos outros recursos minerais, como o ouro, ferro e a areia especial que, recentemente, começaram a dar os primeiros passos em matéria de prospecção, exploração e produção.


Um dos cinco eixos da Estratégia de Longo Prazo ANGOLA – 2050, aprovada pelo governo, está centrado numa economia diversificada e próspera, com ênfase nos sectores da agricultura, pecuária, pesca, indústria transformadora, recursos minerais e turismo.


Em função disso, o governo adoptou uma série de reformas institucionais no sector dos recur- sos minerais, que fez aumentar a confiança dos investidores, encorajando a vinda ao país dos gigantes da indústria mineira mundial, como a Anglo-americana Rio Tinto, a De Beers, Pensana Metals e a Minbos, com fortes reflexos na economia angolana. Alguns destes investidores estão presentes em algumas regiões do país, onde desenvolvem vários projectos minerais, com resultados considerados “positivos”.


A empresa Anglo-americana está a trabalhar em projectos de prospecção de cobre, no Moxico, níquel e cobalto, no Cunene e Cuando- Cubango, enquanto que a Rio Tinto está a desenvolver a prospecção de diamantes e cobre nas províncias da Lunda-Sul e Moxico.


A De Beers, líder mundial na exploração de diamantes, mantém o foco na prospecção e exploração de diamantes nas províncias da Lunda- Sul e Lunda-Norte. Em Abril de 2023, foi concluído o projecto diamantífero Yetwene. Nas terras raras, no Huambo está a Pensana Metals e em Cabinda o projecto da Minbos, encontra-se já em fase de desenvolvimento muito avançado, para a exploração de fosfatos.


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Estes exemplos demostram o empenho do governo na criação de uma economia mais resiliente, capaz de gerar empregos e renda sustentável para as famílias e garantir segurança alimentar.

Uma economia que coloque Angola na rota da inovação e da competitividade, que possa orgulhar os angolanos, com a capacidade de transformar potencialidade natural em riqueza e bem-estar social. Em Cabinda, foi inaugurado o projecto de ouro do Lufu, que tem em perspectiva a produção de 120 quilogramas de ouro por ano.

A refinaria de ouro, vai ser construída em Luanda, com capacidade para refinar, inicialmente, 10 kg de ouro bruto por dia e transformá-lo em barras, estando a sua conclusão prevista para 2025.


No domínio da exploração do ferro, que esteve paralisada durante muitos anos, está em funcionamento o projecto Minero- -Siderúrgico do Cutato-Cuchi, Cuando-Cubango, que faz a exploração de ferro gusa. Em implementação, no município da Jamba, Huíla, está o projecto Mineiro-Siderúrgico de Kassinga, que vai produzir cerca de 4,1 milhões de toneladas de concentrado de ferro para exportação e para alimentar a futura siderurgia do Namibe, que vai produzir aço para a indústria nacional e para exportação.


Outros projectos relacionados com a exploração de minério de ferro estão em curso em Kassala Kitungo, Cuanza-Norte, cuja conclusão está prevista para 2024.


Ainda para 2024, está prevista a conclusão do projecto de exploração de cobre de Mavoio-Tetelo, que abrange os municípios de Maquela do Zombo e Damba, Uíge, e Cuimba, Zaire, uma produção de cerca de 4.000 toneladas de cobre concentrado por dia. Para além do cobre, está também prevista nestas zonas a exploração de minerais associados, como o cobalto, chumbo e zinco.


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Minerais não metálicos - No que toca à exploração de recursos minerais não-metálicos, a aposta do governo está virada para o fosfato, potássio e calcário. Um projecto de exploração de rocha fosfatada está em curso em Cácata, Cabinda Prevê-se que, na fase inicial, o projecto explore 50 mil toneladas de fosfato por ano. Este número deve aumentar para 300 mil toneladas por ano, cinco anos depois.

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Ainda em Cabinda, a província mais ao norte do país, está em curso o projecto de produção de fertilizantes fosfatados, através da construção da fábrica de Subantando. Tendo em vista impulsionar o desenvolvimento da actividade agrícola e contribuir para a melhoria da segurança alimentar, o governo desenvolve no município do Soyo, Zaire, um projecto de produção de amônia e ureia, que vai produzir 1.200.000 toneladas por ano de ureia granulada. Com estes projectos, o país prepara as condições para, a médio prazo, passar de um importador de fertilizantes, para um país capaz de satisfazer o essencial das necessidades internas e exportar.


Cadeia de valores na produção de areias pesadas

Em relação às terras raras, o governo está apostado no desenvolvimento de uma cadeia de abastecimento independente, sustentável e de classe mundial, no Longonjo, Huambo, considerado um dos maiores depósitos de terras raras não desenvolvidas do mundo, com vida útil de 20 anos.


Com os trabalhos iniciados em 2022, a mina está em desenvolvimento e prevê-se que a construção principal inicie no próximo ano. A mineração próxima da superfície, de escavação livre, produzirá 1,5mtpa como produção de run-of-mine, alimentando a planta de processamento. Os circuitos de concentrador de flotação, calcinação e precipitação foram concebidos para produzir 40 000 tpa de sulfatos de terras raras mistos, limpos e de elevado valor.


A Ozango Minerais, através da sua cadeia de valor, vai tentar oferecer aos seus clientes um fornecimento independente e sustentável de óxidos de terras raras, essenciais para enfrentar a crise climática e a transição energética, com a produção de cerca de 4.500 toneladas de óxidos de NdPr por ano, o equivalente a 5% da procura mundial. Os óxidos de NdPr fazem parte da cadeia de abastecimento das turbinas eólicas e dos veículos eléctricos.


Como um dos 20 maiores produtores mundiais de petróleo, Angola possui um grande potencial para contribuir com 5% da matéria-prima global de metais magnéticos que faz parte das cadeias de abastecimento essenciais para a transição energética.


Aposta do Fundo soberano nas areias pesadas - Um investimento do Fundo Soberano de Angola e a Ozango Minerais reforça o compromisso de trazer grandes benefícios sociais e económicos para o país, contribuindo para acelerar a diversificação da economia, numa cadeia de valor sustentável que envolve a mina de terras raras do Longonjo, no Huambo, e o centro de processamento de terras raras de Saltend, do Reino Unido.

De acordo com o relatório do Ministério dos Recursos Minerais, Petróleos e Gás, a refinaria da mina do Longonjo produzirá um produto de alta pureza, que será transportado através do Caminho de Ferro de Benguela para o porto do Lobito, de onde será enviado, posteriormente, para Saltend.


Nas suas operações, a Ozango Minerais assume o compromisso de minimizar as emissões de gases com efeito estufa, o impacto ambiental ao longo da sua cadeia de valores e no acesso às infraestruturas hidroeléctricas, ferroviárias e rodoviárias existentes em Angola.


A transformação do minério no país reduz o volume transportado por caminho-de-ferro e por navio, poupando cerca de 11 000 t CO2e/ano. A introdução da reciclagem de reagentes reduz a necessidade de fabrico e transporte de novos produtos. A utilização do CFB para transportar o produto da mina para o porto, e a localização das operações de Saltend perto das docas, reduz a necessidade de transporte rodoviário intensivo de gasóleo.


A área de extracção mineira foi planeada de modo a evitar uma zona de elevado valor em termos de biodiversidade, realizando operações de extracção e transformação com baixas emissões de gases.

Longonjo utilizará energia hidroeléctrica como parte das suas operações, poupando aproximada- mente 66 000 t CO2e/ano.


Os elementos da fábrica, que tradicionalmente consomem muita energia, foram electrificados e utilizarão energia com baixo teor de carbono das instalações. Uma empresa mineira angolana, que está a entrar numa nova era de crescimento, a Ozango Minerais está a ajudar a desbloquear ainda mais o significativo potencial mineiro de Angola, através do desenvolvimento da mina de terras raras de Longonjo, de classe mundial.

Produção estimada em 628 milhões de quilates

LUELE: UM DOS MAIORES PRODUTORES MUNDIAIS DE DIAMANTES A CÉU ABERTO


Inaugurada em Novembro de 2023, pelo Presidente da República, João Lourenço, a mina do Luele, localizada na Lunda-Sul, é considerada um dos três maiores produtores de diamantes no mundo. Trata-se do maior projecto de exploração de diamantes a céu aberto no país, o que confere ao sector o estatuto de líder na exploração dos recursos minerais em Angola. Com uma produção estimada em 628 milhões de quilates, a mina do Luele, cujo arranque está previsto para 2024, tem uma profundidade até 600 metros e um período de vida avaliado em 60 anos.


Em 2024, primeiro ano de actividade, espera-se que a produção da Sociedade Mineira do Luele corresponda a um terço da capacidade instalada, o equivalente a cerca de quatro milhões de toneladas de minério, podendo evoluir para 12 milhões nos anos subsequentes.

Para além do Luele, outros projectos no domínio dos diamantes estão em curso, como o do Lulo, na Lunda-Norte, e a indústria de lapidação, que já começou a marcar passos.



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SUMÁRIO EXECUTIVO


De uma forma geral, em 2022, o sector dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás procurou dar continuidade às acções e iniciativas tendentes à promoção de um ambiente de negócio transparente e competitivo, para a atracção e retenção de investimentos privados e contribuição para a diversificação da economia.

De acordo com o relatório de actividades desenvolvidas e os rendimentos obtidos nos últimos anos na exploração de recursos minerais, em relação ao ano anterior, em 2022 o sector registou um aumento considerável na produção de minerais a vários níveis, com destaque para o sector de diamantes.


A produção de diamantes atingiu a cifra de 8.763.309,30 quilates, dos quais 8.716.997,99 quilates provenientes da produção industrial e 46.311,31 quilates da produção semi-industrial, registando um aumento de 0,48% em relação ao período anterior, como resultado da retoma gradual do normal funcionamento das operações mineiras.


Em 2022, a comercialização de diamantes, atingiu a cifra de 9.210.940,91 quilates, 1.965.247.516,65 de dólares, ao preço médio de 213,360 USD/Qlts. As exportações totalizaram um valor de 8.879.633,93 quilates, USD 1.976.719.565,16, ao preço médio de 222,61 USD/Qlts.


Resumindo e concluindo, no segmento diamantífero os gastos em projectos, produção e prospecção totalizaram USD 424.750.356,77. À semelhança dos diamantes, a exploração do ouro registou, igualmente, um aumento considerável na sua produção, com cerca de 2.541,74 onças finas, mais 145, 10%, comparativamente ao ano anterior.


As rochas ornamentais atingiram uma produção de 156.769,04 m3, um aumento de 82,03% em relação ao período anterior. Nos inertes, a produção totalizou 4.261.999,22 m3, dos quais 1.882.959,11 m3 correspondem aos minerais para a construção civil e 2.379.040,11 m3 aos minerais para a indústria. A venda dos inertes, estiveram à volta de 4.076.443,14 m3, contabilizando um valor AKZ 8.846.538.857,27.


Foram produzidas 9.637,76 toneladas métricas de ferro gusa e 73.570 toneladas métricas de manganês, um aumento aproximado de 56,53%, comparada com o ano anterior. O país exportou 1.600 toneladas métricas de ferro gusa, avaliadas em 6.638.000 dólares americanos e 150 toneladas métricas de manganês, avaliadas em 15.508,80 dólares americanos.


O país exportou um total de 3.531,55 onças finas de ouro, valorizadas em 5.387.504,71 dólares americanos. Em termos de rochas ornamentais, foram exportados, no período em análise, 167.388,39 m3 de rochas ornamentais, valorizadas em AKZ 32.458.519.673,60, a um preço médio ponderado de 193.911,42 Akz/m3.


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Desde os anos 30, a exploração e extracção de minérios em Angola representou sempre uma forte presença na economia nacional, com vínculos, praticamente inquestionáveis, em todos os sectores de crescimento e desenvolvimento do país. Só assim se justifica que a exploração de petróleo, seguido dos diamantes, continue a liderar este segmento de ne­gócios como uma das principais fontes de receitas para do Estado, num país onde a aposta para a diversificação da economia, suportada pela exploração de minerais, re­presenta um dos principais desafios do momento.



Sem contar com o petróleo e os diamantes, estima-se que exista no subsolo angolano, 33 dos 45 minerais mais procurados nos principais mercados do mundo, a maioria ainda por explorar. Da extensa lista, destaca-se o ouro, cobre, ferro, fosfatos, substâncias betuminosas, ferro, magnésio e rochas ornamentais, entre outros.


As reformas em curso no país têm permitido a atracção de investidores e, em algumas regiões do país, a exploração de alguns destes minerais já é uma realidade. Segundo especialistas, as reservas recém-descobertas, e que detêm um grande potencial, constituem uma verdadeira revolução na exploração de recursos minerais. Neste momento, depois do petróleo e dos diamantes, uma das grandes referências é a exploração do ferro, ouro, cobre, areias pesadas e lítio.


Transformar os recursos no país - Seguindo as políticas que estão a ser adoptadas por alguns países da região, como a Namíbia e a Tanzânia, o governo angolano defende a transformação dos recursos no nosso país, como modelo de incentivo à produção nacional, aparecendo os nacionais como os primeiros e os principais consumidores do que é produzido localmente.


Por esta razão, está a trabalhar para tornar obrigatória a integração de bens e equipamentos produzidos em Angola em contratos de investimento ou aquisição de bens por entidades públicas, sempre que estes bens estejam disponíveis.


O Aeroporto Internacional António Agostinho Neto, é um dos exemplos mais recentes. Todo o mármore utilizado é feito em Angola. Os outros exemplos vêm da indústria de lapidação, que começou a dar os primeiros passos em Luanda e se estendeu às províncias das Lundas Sul e Norte. A primeira de fábrica de lapidação de diamantes em Angola, com capacidade para lapidar 5 mil quilates de diamante bruto por mês, funciona desde há algum tempo, em Luanda, oferecendo emprego para 120 pessoas.


A este projecto, juntam-se as seis fábricas inauguradas nas Lundas. Vinte nove outras encontram-se em construção, das quais 25 no Pólo Diamantífero de Saurimo e quatro no Pólo Diamantífero do Dundo. Com estas iniciativas, o governo almeja agregar valor ao mineral bruto e garantir maior oferta de emprego aos angolanos numa indústria de alta tecnologia.


Maior diversificação da economia - “Uma maior diversificação da economia, para evitar a dependência exclusiva da extracção dos recursos minerais, apostando no desenvolvimento de outros sectores económicos adicionais que podem beneficiar das receitas provenientes do sector mineiro”- Esta é a convicção do Presidente da República, João Lourenço, expressa na cerimónia de inauguração da Mina do Luele.


Por seu turno, o ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Diamantino de Azevedo, acentua que o sector mineiro, o diamantífero em primeira instância, muitas vezes, “é medido apenas pela análise redutora que se faz aos seus principais indicadores macroeconómicos, deixando para trás aspectos considerados importantes do poder desta indústria”, como, por exemplo , “o de levar a vida e o desenvolvimento às zonas rurais recônditas, bem como o seu contributo para o funcionamento de muitos outros sectores da economia”.


O governante referiu o prestimoso contributo que o sector mineiro, o diamantífero em particular, presta para a execução de projectos sociais, com realce para a construção de escolas. No âmbito da responsabilidade social, tanto na Catoca quanto no Luele, está prevista a construção de vários projectos de desenvolvimento social, a pensar no presente e futuro da pós-mineração. Desta que para estes projectos vão para os centros habitacionais, turísticos, agrícolas, de ensino e investigação, que vão orgulhar não só os trabalhadores mineiros, mas todos os angolanos em geral.



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São iniciativas que vão retirar aos residentes das zonas de exploração sufoco da dependência absoluta aos recursos minerais, com a criação de fontes alternativas de subsistência.

A resiliência do sector diamantífero - O sector dos diamantes é um dos poucos que, depois do petróleo, conseguiu manter o seu ciclo de produção, no período pós-independência, um privilégio que atribuiu ao sector uma clara vantagem em relação aos outros recursos minerais, como o ouro, ferro e a areia especial que, recentemente, começaram a dar os primeiros passos em matéria de prospecção, exploração e produção.


Um dos cinco eixos da Estratégia de Longo Prazo ANGOLA – 2050, aprovada pelo governo, está centrado numa economia diversificada e próspera, com ênfase nos sectores da agricultura, pecuária, pesca, indústria transformadora, recursos minerais e turismo.


Em função disso, o governo adoptou uma série de reformas institucionais no sector dos recur- sos minerais, que fez aumentar a confiança dos investidores, encorajando a vinda ao país dos gigantes da indústria mineira mundial, como a Anglo-americana Rio Tinto, a De Beers, Pensana Metals e a Minbos, com fortes reflexos na economia angolana. Alguns destes investidores estão presentes em algumas regiões do país, onde desenvolvem vários projectos minerais, com resultados considerados “positivos”.


A empresa Anglo-americana está a trabalhar em projectos de prospecção de cobre, no Moxico, níquel e cobalto, no Cunene e Cuando- Cubango, enquanto que a Rio Tinto está a desenvolver a prospecção de diamantes e cobre nas províncias da Lunda-Sul e Moxico.


A De Beers, líder mundial na exploração de diamantes, mantém o foco na prospecção e exploração de diamantes nas províncias da Lunda- Sul e Lunda-Norte. Em Abril de 2023, foi concluído o projecto diamantífero Yetwene. Nas terras raras, no Huambo está a Pensana Metals e em Cabinda o projecto da Minbos, encontra-se já em fase de desenvolvimento muito avançado, para a exploração de fosfatos.


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Estes exemplos demostram o empenho do governo na criação de uma economia mais resiliente, capaz de gerar empregos e renda sustentável para as famílias e garantir segurança alimentar.

Uma economia que coloque Angola na rota da inovação e da competitividade, que possa orgulhar os angolanos, com a capacidade de transformar potencialidade natural em riqueza e bem-estar social. Em Cabinda, foi inaugurado o projecto de ouro do Lufu, que tem em perspectiva a produção de 120 quilogramas de ouro por ano.

A refinaria de ouro, vai ser construída em Luanda, com capacidade para refinar, inicialmente, 10 kg de ouro bruto por dia e transformá-lo em barras, estando a sua conclusão prevista para 2025.


No domínio da exploração do ferro, que esteve paralisada durante muitos anos, está em funcionamento o projecto Minero- -Siderúrgico do Cutato-Cuchi, Cuando-Cubango, que faz a exploração de ferro gusa. Em implementação, no município da Jamba, Huíla, está o projecto Mineiro-Siderúrgico de Kassinga, que vai produzir cerca de 4,1 milhões de toneladas de concentrado de ferro para exportação e para alimentar a futura siderurgia do Namibe, que vai produzir aço para a indústria nacional e para exportação.


Outros projectos relacionados com a exploração de minério de ferro estão em curso em Kassala Kitungo, Cuanza-Norte, cuja conclusão está prevista para 2024.


Ainda para 2024, está prevista a conclusão do projecto de exploração de cobre de Mavoio-Tetelo, que abrange os municípios de Maquela do Zombo e Damba, Uíge, e Cuimba, Zaire, uma produção de cerca de 4.000 toneladas de cobre concentrado por dia. Para além do cobre, está também prevista nestas zonas a exploração de minerais associados, como o cobalto, chumbo e zinco.


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Minerais não metálicos - No que toca à exploração de recursos minerais não-metálicos, a aposta do governo está virada para o fosfato, potássio e calcário. Um projecto de exploração de rocha fosfatada está em curso em Cácata, Cabinda Prevê-se que, na fase inicial, o projecto explore 50 mil toneladas de fosfato por ano. Este número deve aumentar para 300 mil toneladas por ano, cinco anos depois.

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Ainda em Cabinda, a província mais ao norte do país, está em curso o projecto de produção de fertilizantes fosfatados, através da construção da fábrica de Subantando. Tendo em vista impulsionar o desenvolvimento da actividade agrícola e contribuir para a melhoria da segurança alimentar, o governo desenvolve no município do Soyo, Zaire, um projecto de produção de amônia e ureia, que vai produzir 1.200.000 toneladas por ano de ureia granulada. Com estes projectos, o país prepara as condições para, a médio prazo, passar de um importador de fertilizantes, para um país capaz de satisfazer o essencial das necessidades internas e exportar.


Cadeia de valores na produção de areias pesadas

Em relação às terras raras, o governo está apostado no desenvolvimento de uma cadeia de abastecimento independente, sustentável e de classe mundial, no Longonjo, Huambo, considerado um dos maiores depósitos de terras raras não desenvolvidas do mundo, com vida útil de 20 anos.


Com os trabalhos iniciados em 2022, a mina está em desenvolvimento e prevê-se que a construção principal inicie no próximo ano. A mineração próxima da superfície, de escavação livre, produzirá 1,5mtpa como produção de run-of-mine, alimentando a planta de processamento. Os circuitos de concentrador de flotação, calcinação e precipitação foram concebidos para produzir 40 000 tpa de sulfatos de terras raras mistos, limpos e de elevado valor.


A Ozango Minerais, através da sua cadeia de valor, vai tentar oferecer aos seus clientes um fornecimento independente e sustentável de óxidos de terras raras, essenciais para enfrentar a crise climática e a transição energética, com a produção de cerca de 4.500 toneladas de óxidos de NdPr por ano, o equivalente a 5% da procura mundial. Os óxidos de NdPr fazem parte da cadeia de abastecimento das turbinas eólicas e dos veículos eléctricos.


Como um dos 20 maiores produtores mundiais de petróleo, Angola possui um grande potencial para contribuir com 5% da matéria-prima global de metais magnéticos que faz parte das cadeias de abastecimento essenciais para a transição energética.


Aposta do Fundo soberano nas areias pesadas - Um investimento do Fundo Soberano de Angola e a Ozango Minerais reforça o compromisso de trazer grandes benefícios sociais e económicos para o país, contribuindo para acelerar a diversificação da economia, numa cadeia de valor sustentável que envolve a mina de terras raras do Longonjo, no Huambo, e o centro de processamento de terras raras de Saltend, do Reino Unido.

De acordo com o relatório do Ministério dos Recursos Minerais, Petróleos e Gás, a refinaria da mina do Longonjo produzirá um produto de alta pureza, que será transportado através do Caminho de Ferro de Benguela para o porto do Lobito, de onde será enviado, posteriormente, para Saltend.


Nas suas operações, a Ozango Minerais assume o compromisso de minimizar as emissões de gases com efeito estufa, o impacto ambiental ao longo da sua cadeia de valores e no acesso às infraestruturas hidroeléctricas, ferroviárias e rodoviárias existentes em Angola.


A transformação do minério no país reduz o volume transportado por caminho-de-ferro e por navio, poupando cerca de 11 000 t CO2e/ano. A introdução da reciclagem de reagentes reduz a necessidade de fabrico e transporte de novos produtos. A utilização do CFB para transportar o produto da mina para o porto, e a localização das operações de Saltend perto das docas, reduz a necessidade de transporte rodoviário intensivo de gasóleo.


A área de extracção mineira foi planeada de modo a evitar uma zona de elevado valor em termos de biodiversidade, realizando operações de extracção e transformação com baixas emissões de gases.

Longonjo utilizará energia hidroeléctrica como parte das suas operações, poupando aproximada- mente 66 000 t CO2e/ano.


Os elementos da fábrica, que tradicionalmente consomem muita energia, foram electrificados e utilizarão energia com baixo teor de carbono das instalações. Uma empresa mineira angolana, que está a entrar numa nova era de crescimento, a Ozango Minerais está a ajudar a desbloquear ainda mais o significativo potencial mineiro de Angola, através do desenvolvimento da mina de terras raras de Longonjo, de classe mundial.

Produção estimada em 628 milhões de quilates

LUELE: UM DOS MAIORES PRODUTORES MUNDIAIS DE DIAMANTES A CÉU ABERTO


Inaugurada em Novembro de 2023, pelo Presidente da República, João Lourenço, a mina do Luele, localizada na Lunda-Sul, é considerada um dos três maiores produtores de diamantes no mundo. Trata-se do maior projecto de exploração de diamantes a céu aberto no país, o que confere ao sector o estatuto de líder na exploração dos recursos minerais em Angola. Com uma produção estimada em 628 milhões de quilates, a mina do Luele, cujo arranque está previsto para 2024, tem uma profundidade até 600 metros e um período de vida avaliado em 60 anos.


Em 2024, primeiro ano de actividade, espera-se que a produção da Sociedade Mineira do Luele corresponda a um terço da capacidade instalada, o equivalente a cerca de quatro milhões de toneladas de minério, podendo evoluir para 12 milhões nos anos subsequentes.

Para além do Luele, outros projectos no domínio dos diamantes estão em curso, como o do Lulo, na Lunda-Norte, e a indústria de lapidação, que já começou a marcar passos.



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SUMÁRIO EXECUTIVO


De uma forma geral, em 2022, o sector dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás procurou dar continuidade às acções e iniciativas tendentes à promoção de um ambiente de negócio transparente e competitivo, para a atracção e retenção de investimentos privados e contribuição para a diversificação da economia.

De acordo com o relatório de actividades desenvolvidas e os rendimentos obtidos nos últimos anos na exploração de recursos minerais, em relação ao ano anterior, em 2022 o sector registou um aumento considerável na produção de minerais a vários níveis, com destaque para o sector de diamantes.


A produção de diamantes atingiu a cifra de 8.763.309,30 quilates, dos quais 8.716.997,99 quilates provenientes da produção industrial e 46.311,31 quilates da produção semi-industrial, registando um aumento de 0,48% em relação ao período anterior, como resultado da retoma gradual do normal funcionamento das operações mineiras.


Em 2022, a comercialização de diamantes, atingiu a cifra de 9.210.940,91 quilates, 1.965.247.516,65 de dólares, ao preço médio de 213,360 USD/Qlts. As exportações totalizaram um valor de 8.879.633,93 quilates, USD 1.976.719.565,16, ao preço médio de 222,61 USD/Qlts.


Resumindo e concluindo, no segmento diamantífero os gastos em projectos, produção e prospecção totalizaram USD 424.750.356,77. À semelhança dos diamantes, a exploração do ouro registou, igualmente, um aumento considerável na sua produção, com cerca de 2.541,74 onças finas, mais 145, 10%, comparativamente ao ano anterior.


As rochas ornamentais atingiram uma produção de 156.769,04 m3, um aumento de 82,03% em relação ao período anterior. Nos inertes, a produção totalizou 4.261.999,22 m3, dos quais 1.882.959,11 m3 correspondem aos minerais para a construção civil e 2.379.040,11 m3 aos minerais para a indústria. A venda dos inertes, estiveram à volta de 4.076.443,14 m3, contabilizando um valor AKZ 8.846.538.857,27.


Foram produzidas 9.637,76 toneladas métricas de ferro gusa e 73.570 toneladas métricas de manganês, um aumento aproximado de 56,53%, comparada com o ano anterior. O país exportou 1.600 toneladas métricas de ferro gusa, avaliadas em 6.638.000 dólares americanos e 150 toneladas métricas de manganês, avaliadas em 15.508,80 dólares americanos.


O país exportou um total de 3.531,55 onças finas de ouro, valorizadas em 5.387.504,71 dólares americanos. Em termos de rochas ornamentais, foram exportados, no período em análise, 167.388,39 m3 de rochas ornamentais, valorizadas em AKZ 32.458.519.673,60, a um preço médio ponderado de 193.911,42 Akz/m3.


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Desde os anos 30, a exploração e extracção de minérios em Angola representou sempre uma forte presença na economia nacional, com vínculos, praticamente inquestionáveis, em todos os sectores de crescimento e desenvolvimento do país. Só assim se justifica que a exploração de petróleo, seguido dos diamantes, continue a liderar este segmento de ne­gócios como uma das principais fontes de receitas para do Estado, num país onde a aposta para a diversificação da economia, suportada pela exploração de minerais, re­presenta um dos principais desafios do momento.



Sem contar com o petróleo e os diamantes, estima-se que exista no subsolo angolano, 33 dos 45 minerais mais procurados nos principais mercados do mundo, a maioria ainda por explorar. Da extensa lista, destaca-se o ouro, cobre, ferro, fosfatos, substâncias betuminosas, ferro, magnésio e rochas ornamentais, entre outros.


As reformas em curso no país têm permitido a atracção de investidores e, em algumas regiões do país, a exploração de alguns destes minerais já é uma realidade. Segundo especialistas, as reservas recém-descobertas, e que detêm um grande potencial, constituem uma verdadeira revolução na exploração de recursos minerais. Neste momento, depois do petróleo e dos diamantes, uma das grandes referências é a exploração do ferro, ouro, cobre, areias pesadas e lítio.


Transformar os recursos no país - Seguindo as políticas que estão a ser adoptadas por alguns países da região, como a Namíbia e a Tanzânia, o governo angolano defende a transformação dos recursos no nosso país, como modelo de incentivo à produção nacional, aparecendo os nacionais como os primeiros e os principais consumidores do que é produzido localmente.


Por esta razão, está a trabalhar para tornar obrigatória a integração de bens e equipamentos produzidos em Angola em contratos de investimento ou aquisição de bens por entidades públicas, sempre que estes bens estejam disponíveis.


O Aeroporto Internacional António Agostinho Neto, é um dos exemplos mais recentes. Todo o mármore utilizado é feito em Angola. Os outros exemplos vêm da indústria de lapidação, que começou a dar os primeiros passos em Luanda e se estendeu às províncias das Lundas Sul e Norte. A primeira de fábrica de lapidação de diamantes em Angola, com capacidade para lapidar 5 mil quilates de diamante bruto por mês, funciona desde há algum tempo, em Luanda, oferecendo emprego para 120 pessoas.


A este projecto, juntam-se as seis fábricas inauguradas nas Lundas. Vinte nove outras encontram-se em construção, das quais 25 no Pólo Diamantífero de Saurimo e quatro no Pólo Diamantífero do Dundo. Com estas iniciativas, o governo almeja agregar valor ao mineral bruto e garantir maior oferta de emprego aos angolanos numa indústria de alta tecnologia.


Maior diversificação da economia - “Uma maior diversificação da economia, para evitar a dependência exclusiva da extracção dos recursos minerais, apostando no desenvolvimento de outros sectores económicos adicionais que podem beneficiar das receitas provenientes do sector mineiro”- Esta é a convicção do Presidente da República, João Lourenço, expressa na cerimónia de inauguração da Mina do Luele.


Por seu turno, o ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Diamantino de Azevedo, acentua que o sector mineiro, o diamantífero em primeira instância, muitas vezes, “é medido apenas pela análise redutora que se faz aos seus principais indicadores macroeconómicos, deixando para trás aspectos considerados importantes do poder desta indústria”, como, por exemplo , “o de levar a vida e o desenvolvimento às zonas rurais recônditas, bem como o seu contributo para o funcionamento de muitos outros sectores da economia”.


O governante referiu o prestimoso contributo que o sector mineiro, o diamantífero em particular, presta para a execução de projectos sociais, com realce para a construção de escolas. No âmbito da responsabilidade social, tanto na Catoca quanto no Luele, está prevista a construção de vários projectos de desenvolvimento social, a pensar no presente e futuro da pós-mineração. Desta que para estes projectos vão para os centros habitacionais, turísticos, agrícolas, de ensino e investigação, que vão orgulhar não só os trabalhadores mineiros, mas todos os angolanos em geral.



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São iniciativas que vão retirar aos residentes das zonas de exploração sufoco da dependência absoluta aos recursos minerais, com a criação de fontes alternativas de subsistência.

A resiliência do sector diamantífero - O sector dos diamantes é um dos poucos que, depois do petróleo, conseguiu manter o seu ciclo de produção, no período pós-independência, um privilégio que atribuiu ao sector uma clara vantagem em relação aos outros recursos minerais, como o ouro, ferro e a areia especial que, recentemente, começaram a dar os primeiros passos em matéria de prospecção, exploração e produção.


Um dos cinco eixos da Estratégia de Longo Prazo ANGOLA – 2050, aprovada pelo governo, está centrado numa economia diversificada e próspera, com ênfase nos sectores da agricultura, pecuária, pesca, indústria transformadora, recursos minerais e turismo.


Em função disso, o governo adoptou uma série de reformas institucionais no sector dos recur- sos minerais, que fez aumentar a confiança dos investidores, encorajando a vinda ao país dos gigantes da indústria mineira mundial, como a Anglo-americana Rio Tinto, a De Beers, Pensana Metals e a Minbos, com fortes reflexos na economia angolana. Alguns destes investidores estão presentes em algumas regiões do país, onde desenvolvem vários projectos minerais, com resultados considerados “positivos”.


A empresa Anglo-americana está a trabalhar em projectos de prospecção de cobre, no Moxico, níquel e cobalto, no Cunene e Cuando- Cubango, enquanto que a Rio Tinto está a desenvolver a prospecção de diamantes e cobre nas províncias da Lunda-Sul e Moxico.


A De Beers, líder mundial na exploração de diamantes, mantém o foco na prospecção e exploração de diamantes nas províncias da Lunda- Sul e Lunda-Norte. Em Abril de 2023, foi concluído o projecto diamantífero Yetwene. Nas terras raras, no Huambo está a Pensana Metals e em Cabinda o projecto da Minbos, encontra-se já em fase de desenvolvimento muito avançado, para a exploração de fosfatos.


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Estes exemplos demostram o empenho do governo na criação de uma economia mais resiliente, capaz de gerar empregos e renda sustentável para as famílias e garantir segurança alimentar.

Uma economia que coloque Angola na rota da inovação e da competitividade, que possa orgulhar os angolanos, com a capacidade de transformar potencialidade natural em riqueza e bem-estar social. Em Cabinda, foi inaugurado o projecto de ouro do Lufu, que tem em perspectiva a produção de 120 quilogramas de ouro por ano.

A refinaria de ouro, vai ser construída em Luanda, com capacidade para refinar, inicialmente, 10 kg de ouro bruto por dia e transformá-lo em barras, estando a sua conclusão prevista para 2025.


No domínio da exploração do ferro, que esteve paralisada durante muitos anos, está em funcionamento o projecto Minero- -Siderúrgico do Cutato-Cuchi, Cuando-Cubango, que faz a exploração de ferro gusa. Em implementação, no município da Jamba, Huíla, está o projecto Mineiro-Siderúrgico de Kassinga, que vai produzir cerca de 4,1 milhões de toneladas de concentrado de ferro para exportação e para alimentar a futura siderurgia do Namibe, que vai produzir aço para a indústria nacional e para exportação.


Outros projectos relacionados com a exploração de minério de ferro estão em curso em Kassala Kitungo, Cuanza-Norte, cuja conclusão está prevista para 2024.


Ainda para 2024, está prevista a conclusão do projecto de exploração de cobre de Mavoio-Tetelo, que abrange os municípios de Maquela do Zombo e Damba, Uíge, e Cuimba, Zaire, uma produção de cerca de 4.000 toneladas de cobre concentrado por dia. Para além do cobre, está também prevista nestas zonas a exploração de minerais associados, como o cobalto, chumbo e zinco.


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Minerais não metálicos - No que toca à exploração de recursos minerais não-metálicos, a aposta do governo está virada para o fosfato, potássio e calcário. Um projecto de exploração de rocha fosfatada está em curso em Cácata, Cabinda Prevê-se que, na fase inicial, o projecto explore 50 mil toneladas de fosfato por ano. Este número deve aumentar para 300 mil toneladas por ano, cinco anos depois.

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Ainda em Cabinda, a província mais ao norte do país, está em curso o projecto de produção de fertilizantes fosfatados, através da construção da fábrica de Subantando. Tendo em vista impulsionar o desenvolvimento da actividade agrícola e contribuir para a melhoria da segurança alimentar, o governo desenvolve no município do Soyo, Zaire, um projecto de produção de amônia e ureia, que vai produzir 1.200.000 toneladas por ano de ureia granulada. Com estes projectos, o país prepara as condições para, a médio prazo, passar de um importador de fertilizantes, para um país capaz de satisfazer o essencial das necessidades internas e exportar.


Cadeia de valores na produção de areias pesadas

Em relação às terras raras, o governo está apostado no desenvolvimento de uma cadeia de abastecimento independente, sustentável e de classe mundial, no Longonjo, Huambo, considerado um dos maiores depósitos de terras raras não desenvolvidas do mundo, com vida útil de 20 anos.


Com os trabalhos iniciados em 2022, a mina está em desenvolvimento e prevê-se que a construção principal inicie no próximo ano. A mineração próxima da superfície, de escavação livre, produzirá 1,5mtpa como produção de run-of-mine, alimentando a planta de processamento. Os circuitos de concentrador de flotação, calcinação e precipitação foram concebidos para produzir 40 000 tpa de sulfatos de terras raras mistos, limpos e de elevado valor.


A Ozango Minerais, através da sua cadeia de valor, vai tentar oferecer aos seus clientes um fornecimento independente e sustentável de óxidos de terras raras, essenciais para enfrentar a crise climática e a transição energética, com a produção de cerca de 4.500 toneladas de óxidos de NdPr por ano, o equivalente a 5% da procura mundial. Os óxidos de NdPr fazem parte da cadeia de abastecimento das turbinas eólicas e dos veículos eléctricos.


Como um dos 20 maiores produtores mundiais de petróleo, Angola possui um grande potencial para contribuir com 5% da matéria-prima global de metais magnéticos que faz parte das cadeias de abastecimento essenciais para a transição energética.


Aposta do Fundo soberano nas areias pesadas - Um investimento do Fundo Soberano de Angola e a Ozango Minerais reforça o compromisso de trazer grandes benefícios sociais e económicos para o país, contribuindo para acelerar a diversificação da economia, numa cadeia de valor sustentável que envolve a mina de terras raras do Longonjo, no Huambo, e o centro de processamento de terras raras de Saltend, do Reino Unido.

De acordo com o relatório do Ministério dos Recursos Minerais, Petróleos e Gás, a refinaria da mina do Longonjo produzirá um produto de alta pureza, que será transportado através do Caminho de Ferro de Benguela para o porto do Lobito, de onde será enviado, posteriormente, para Saltend.


Nas suas operações, a Ozango Minerais assume o compromisso de minimizar as emissões de gases com efeito estufa, o impacto ambiental ao longo da sua cadeia de valores e no acesso às infraestruturas hidroeléctricas, ferroviárias e rodoviárias existentes em Angola.


A transformação do minério no país reduz o volume transportado por caminho-de-ferro e por navio, poupando cerca de 11 000 t CO2e/ano. A introdução da reciclagem de reagentes reduz a necessidade de fabrico e transporte de novos produtos. A utilização do CFB para transportar o produto da mina para o porto, e a localização das operações de Saltend perto das docas, reduz a necessidade de transporte rodoviário intensivo de gasóleo.


A área de extracção mineira foi planeada de modo a evitar uma zona de elevado valor em termos de biodiversidade, realizando operações de extracção e transformação com baixas emissões de gases.

Longonjo utilizará energia hidroeléctrica como parte das suas operações, poupando aproximada- mente 66 000 t CO2e/ano.


Os elementos da fábrica, que tradicionalmente consomem muita energia, foram electrificados e utilizarão energia com baixo teor de carbono das instalações. Uma empresa mineira angolana, que está a entrar numa nova era de crescimento, a Ozango Minerais está a ajudar a desbloquear ainda mais o significativo potencial mineiro de Angola, através do desenvolvimento da mina de terras raras de Longonjo, de classe mundial.

Produção estimada em 628 milhões de quilates

LUELE: UM DOS MAIORES PRODUTORES MUNDIAIS DE DIAMANTES A CÉU ABERTO


Inaugurada em Novembro de 2023, pelo Presidente da República, João Lourenço, a mina do Luele, localizada na Lunda-Sul, é considerada um dos três maiores produtores de diamantes no mundo. Trata-se do maior projecto de exploração de diamantes a céu aberto no país, o que confere ao sector o estatuto de líder na exploração dos recursos minerais em Angola. Com uma produção estimada em 628 milhões de quilates, a mina do Luele, cujo arranque está previsto para 2024, tem uma profundidade até 600 metros e um período de vida avaliado em 60 anos.


Em 2024, primeiro ano de actividade, espera-se que a produção da Sociedade Mineira do Luele corresponda a um terço da capacidade instalada, o equivalente a cerca de quatro milhões de toneladas de minério, podendo evoluir para 12 milhões nos anos subsequentes.

Para além do Luele, outros projectos no domínio dos diamantes estão em curso, como o do Lulo, na Lunda-Norte, e a indústria de lapidação, que já começou a marcar passos.



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SUMÁRIO EXECUTIVO


De uma forma geral, em 2022, o sector dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás procurou dar continuidade às acções e iniciativas tendentes à promoção de um ambiente de negócio transparente e competitivo, para a atracção e retenção de investimentos privados e contribuição para a diversificação da economia.

De acordo com o relatório de actividades desenvolvidas e os rendimentos obtidos nos últimos anos na exploração de recursos minerais, em relação ao ano anterior, em 2022 o sector registou um aumento considerável na produção de minerais a vários níveis, com destaque para o sector de diamantes.


A produção de diamantes atingiu a cifra de 8.763.309,30 quilates, dos quais 8.716.997,99 quilates provenientes da produção industrial e 46.311,31 quilates da produção semi-industrial, registando um aumento de 0,48% em relação ao período anterior, como resultado da retoma gradual do normal funcionamento das operações mineiras.


Em 2022, a comercialização de diamantes, atingiu a cifra de 9.210.940,91 quilates, 1.965.247.516,65 de dólares, ao preço médio de 213,360 USD/Qlts. As exportações totalizaram um valor de 8.879.633,93 quilates, USD 1.976.719.565,16, ao preço médio de 222,61 USD/Qlts.


Resumindo e concluindo, no segmento diamantífero os gastos em projectos, produção e prospecção totalizaram USD 424.750.356,77. À semelhança dos diamantes, a exploração do ouro registou, igualmente, um aumento considerável na sua produção, com cerca de 2.541,74 onças finas, mais 145, 10%, comparativamente ao ano anterior.


As rochas ornamentais atingiram uma produção de 156.769,04 m3, um aumento de 82,03% em relação ao período anterior. Nos inertes, a produção totalizou 4.261.999,22 m3, dos quais 1.882.959,11 m3 correspondem aos minerais para a construção civil e 2.379.040,11 m3 aos minerais para a indústria. A venda dos inertes, estiveram à volta de 4.076.443,14 m3, contabilizando um valor AKZ 8.846.538.857,27.


Foram produzidas 9.637,76 toneladas métricas de ferro gusa e 73.570 toneladas métricas de manganês, um aumento aproximado de 56,53%, comparada com o ano anterior. O país exportou 1.600 toneladas métricas de ferro gusa, avaliadas em 6.638.000 dólares americanos e 150 toneladas métricas de manganês, avaliadas em 15.508,80 dólares americanos.


O país exportou um total de 3.531,55 onças finas de ouro, valorizadas em 5.387.504,71 dólares americanos. Em termos de rochas ornamentais, foram exportados, no período em análise, 167.388,39 m3 de rochas ornamentais, valorizadas em AKZ 32.458.519.673,60, a um preço médio ponderado de 193.911,42 Akz/m3.


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REVOLUÇÃO NO SECTOR MINEIRO ATRAI OS GRANDES INVESTIDORES

Janeiro, Fevereiro e Março de 2024

Revista Petrogás & Bio I No 0

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Desde os anos 30, a exploração e extracção de minérios em Angola representou sempre uma forte presença na economia nacional, com vínculos, praticamente inquestionáveis, em todos os sectores de crescimento e desenvolvimento do país. Só assim se justifica que a exploração de petróleo, seguido dos diamantes, continue a liderar este segmento de ne­gócios como uma das principais fontes de receitas para do Estado, num país onde a aposta para a diversificação da economia, suportada pela exploração de minerais, re­presenta um dos principais desafios do momento.



Sem contar com o petróleo e os diamantes, estima-se que exista no subsolo angolano, 33 dos 45 minerais mais procurados nos principais mercados do mundo, a maioria ainda por explorar. Da extensa lista, destaca-se o ouro, cobre, ferro, fosfatos, substâncias betuminosas, ferro, magnésio e rochas ornamentais, entre outros.


As reformas em curso no país têm permitido a atracção de investidores e, em algumas regiões do país, a exploração de alguns destes minerais já é uma realidade. Segundo especialistas, as reservas recém-descobertas, e que detêm um grande potencial, constituem uma verdadeira revolução na exploração de recursos minerais. Neste momento, depois do petróleo e dos diamantes, uma das grandes referências é a exploração do ferro, ouro, cobre, areias pesadas e lítio.


Transformar os recursos no país - Seguindo as políticas que estão a ser adoptadas por alguns países da região, como a Namíbia e a Tanzânia, o governo angolano defende a transformação dos recursos no nosso país, como modelo de incentivo à produção nacional, aparecendo os nacionais como os primeiros e os principais consumidores do que é produzido localmente.


Por esta razão, está a trabalhar para tornar obrigatória a integração de bens e equipamentos produzidos em Angola em contratos de investimento ou aquisição de bens por entidades públicas, sempre que estes bens estejam disponíveis.


O Aeroporto Internacional António Agostinho Neto, é um dos exemplos mais recentes. Todo o mármore utilizado é feito em Angola. Os outros exemplos vêm da indústria de lapidação, que começou a dar os primeiros passos em Luanda e se estendeu às províncias das Lundas Sul e Norte. A primeira de fábrica de lapidação de diamantes em Angola, com capacidade para lapidar 5 mil quilates de diamante bruto por mês, funciona desde há algum tempo, em Luanda, oferecendo emprego para 120 pessoas.


A este projecto, juntam-se as seis fábricas inauguradas nas Lundas. Vinte nove outras encontram-se em construção, das quais 25 no Pólo Diamantífero de Saurimo e quatro no Pólo Diamantífero do Dundo. Com estas iniciativas, o governo almeja agregar valor ao mineral bruto e garantir maior oferta de emprego aos angolanos numa indústria de alta tecnologia.


Maior diversificação da economia - “Uma maior diversificação da economia, para evitar a dependência exclusiva da extracção dos recursos minerais, apostando no desenvolvimento de outros sectores económicos adicionais que podem beneficiar das receitas provenientes do sector mineiro”- Esta é a convicção do Presidente da República, João Lourenço, expressa na cerimónia de inauguração da Mina do Luele.


Por seu turno, o ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Diamantino de Azevedo, acentua que o sector mineiro, o diamantífero em primeira instância, muitas vezes, “é medido apenas pela análise redutora que se faz aos seus principais indicadores macroeconómicos, deixando para trás aspectos considerados importantes do poder desta indústria”, como, por exemplo , “o de levar a vida e o desenvolvimento às zonas rurais recônditas, bem como o seu contributo para o funcionamento de muitos outros sectores da economia”.


O governante referiu o prestimoso contributo que o sector mineiro, o diamantífero em particular, presta para a execução de projectos sociais, com realce para a construção de escolas. No âmbito da responsabilidade social, tanto na Catoca quanto no Luele, está prevista a construção de vários projectos de desenvolvimento social, a pensar no presente e futuro da pós-mineração. Desta que para estes projectos vão para os centros habitacionais, turísticos, agrícolas, de ensino e investigação, que vão orgulhar não só os trabalhadores mineiros, mas todos os angolanos em geral.



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São iniciativas que vão retirar aos residentes das zonas de exploração sufoco da dependência absoluta aos recursos minerais, com a criação de fontes alternativas de subsistência.

A resiliência do sector diamantífero - O sector dos diamantes é um dos poucos que, depois do petróleo, conseguiu manter o seu ciclo de produção, no período pós-independência, um privilégio que atribuiu ao sector uma clara vantagem em relação aos outros recursos minerais, como o ouro, ferro e a areia especial que, recentemente, começaram a dar os primeiros passos em matéria de prospecção, exploração e produção.


Um dos cinco eixos da Estratégia de Longo Prazo ANGOLA – 2050, aprovada pelo governo, está centrado numa economia diversificada e próspera, com ênfase nos sectores da agricultura, pecuária, pesca, indústria transformadora, recursos minerais e turismo.


Em função disso, o governo adoptou uma série de reformas institucionais no sector dos recur- sos minerais, que fez aumentar a confiança dos investidores, encorajando a vinda ao país dos gigantes da indústria mineira mundial, como a Anglo-americana Rio Tinto, a De Beers, Pensana Metals e a Minbos, com fortes reflexos na economia angolana. Alguns destes investidores estão presentes em algumas regiões do país, onde desenvolvem vários projectos minerais, com resultados considerados “positivos”.


A empresa Anglo-americana está a trabalhar em projectos de prospecção de cobre, no Moxico, níquel e cobalto, no Cunene e Cuando- Cubango, enquanto que a Rio Tinto está a desenvolver a prospecção de diamantes e cobre nas províncias da Lunda-Sul e Moxico.


A De Beers, líder mundial na exploração de diamantes, mantém o foco na prospecção e exploração de diamantes nas províncias da Lunda- Sul e Lunda-Norte. Em Abril de 2023, foi concluído o projecto diamantífero Yetwene. Nas terras raras, no Huambo está a Pensana Metals e em Cabinda o projecto da Minbos, encontra-se já em fase de desenvolvimento muito avançado, para a exploração de fosfatos.


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Estes exemplos demostram o empenho do governo na criação de uma economia mais resiliente, capaz de gerar empregos e renda sustentável para as famílias e garantir segurança alimentar.

Uma economia que coloque Angola na rota da inovação e da competitividade, que possa orgulhar os angolanos, com a capacidade de transformar potencialidade natural em riqueza e bem-estar social. Em Cabinda, foi inaugurado o projecto de ouro do Lufu, que tem em perspectiva a produção de 120 quilogramas de ouro por ano.

A refinaria de ouro, vai ser construída em Luanda, com capacidade para refinar, inicialmente, 10 kg de ouro bruto por dia e transformá-lo em barras, estando a sua conclusão prevista para 2025.


No domínio da exploração do ferro, que esteve paralisada durante muitos anos, está em funcionamento o projecto Minero- -Siderúrgico do Cutato-Cuchi, Cuando-Cubango, que faz a exploração de ferro gusa. Em implementação, no município da Jamba, Huíla, está o projecto Mineiro-Siderúrgico de Kassinga, que vai produzir cerca de 4,1 milhões de toneladas de concentrado de ferro para exportação e para alimentar a futura siderurgia do Namibe, que vai produzir aço para a indústria nacional e para exportação.


Outros projectos relacionados com a exploração de minério de ferro estão em curso em Kassala Kitungo, Cuanza-Norte, cuja conclusão está prevista para 2024.


Ainda para 2024, está prevista a conclusão do projecto de exploração de cobre de Mavoio-Tetelo, que abrange os municípios de Maquela do Zombo e Damba, Uíge, e Cuimba, Zaire, uma produção de cerca de 4.000 toneladas de cobre concentrado por dia. Para além do cobre, está também prevista nestas zonas a exploração de minerais associados, como o cobalto, chumbo e zinco.


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Minerais não metálicos - No que toca à exploração de recursos minerais não-metálicos, a aposta do governo está virada para o fosfato, potássio e calcário. Um projecto de exploração de rocha fosfatada está em curso em Cácata, Cabinda Prevê-se que, na fase inicial, o projecto explore 50 mil toneladas de fosfato por ano. Este número deve aumentar para 300 mil toneladas por ano, cinco anos depois.

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Ainda em Cabinda, a província mais ao norte do país, está em curso o projecto de produção de fertilizantes fosfatados, através da construção da fábrica de Subantando. Tendo em vista impulsionar o desenvolvimento da actividade agrícola e contribuir para a melhoria da segurança alimentar, o governo desenvolve no município do Soyo, Zaire, um projecto de produção de amônia e ureia, que vai produzir 1.200.000 toneladas por ano de ureia granulada. Com estes projectos, o país prepara as condições para, a médio prazo, passar de um importador de fertilizantes, para um país capaz de satisfazer o essencial das necessidades internas e exportar.


Cadeia de valores na produção de areias pesadas

Em relação às terras raras, o governo está apostado no desenvolvimento de uma cadeia de abastecimento independente, sustentável e de classe mundial, no Longonjo, Huambo, considerado um dos maiores depósitos de terras raras não desenvolvidas do mundo, com vida útil de 20 anos.


Com os trabalhos iniciados em 2022, a mina está em desenvolvimento e prevê-se que a construção principal inicie no próximo ano. A mineração próxima da superfície, de escavação livre, produzirá 1,5mtpa como produção de run-of-mine, alimentando a planta de processamento. Os circuitos de concentrador de flotação, calcinação e precipitação foram concebidos para produzir 40 000 tpa de sulfatos de terras raras mistos, limpos e de elevado valor.


A Ozango Minerais, através da sua cadeia de valor, vai tentar oferecer aos seus clientes um fornecimento independente e sustentável de óxidos de terras raras, essenciais para enfrentar a crise climática e a transição energética, com a produção de cerca de 4.500 toneladas de óxidos de NdPr por ano, o equivalente a 5% da procura mundial. Os óxidos de NdPr fazem parte da cadeia de abastecimento das turbinas eólicas e dos veículos eléctricos.


Como um dos 20 maiores produtores mundiais de petróleo, Angola possui um grande potencial para contribuir com 5% da matéria-prima global de metais magnéticos que faz parte das cadeias de abastecimento essenciais para a transição energética.


Aposta do Fundo soberano nas areias pesadas - Um investimento do Fundo Soberano de Angola e a Ozango Minerais reforça o compromisso de trazer grandes benefícios sociais e económicos para o país, contribuindo para acelerar a diversificação da economia, numa cadeia de valor sustentável que envolve a mina de terras raras do Longonjo, no Huambo, e o centro de processamento de terras raras de Saltend, do Reino Unido.

De acordo com o relatório do Ministério dos Recursos Minerais, Petróleos e Gás, a refinaria da mina do Longonjo produzirá um produto de alta pureza, que será transportado através do Caminho de Ferro de Benguela para o porto do Lobito, de onde será enviado, posteriormente, para Saltend.


Nas suas operações, a Ozango Minerais assume o compromisso de minimizar as emissões de gases com efeito estufa, o impacto ambiental ao longo da sua cadeia de valores e no acesso às infraestruturas hidroeléctricas, ferroviárias e rodoviárias existentes em Angola.


A transformação do minério no país reduz o volume transportado por caminho-de-ferro e por navio, poupando cerca de 11 000 t CO2e/ano. A introdução da reciclagem de reagentes reduz a necessidade de fabrico e transporte de novos produtos. A utilização do CFB para transportar o produto da mina para o porto, e a localização das operações de Saltend perto das docas, reduz a necessidade de transporte rodoviário intensivo de gasóleo.


A área de extracção mineira foi planeada de modo a evitar uma zona de elevado valor em termos de biodiversidade, realizando operações de extracção e transformação com baixas emissões de gases.

Longonjo utilizará energia hidroeléctrica como parte das suas operações, poupando aproximada- mente 66 000 t CO2e/ano.


Os elementos da fábrica, que tradicionalmente consomem muita energia, foram electrificados e utilizarão energia com baixo teor de carbono das instalações. Uma empresa mineira angolana, que está a entrar numa nova era de crescimento, a Ozango Minerais está a ajudar a desbloquear ainda mais o significativo potencial mineiro de Angola, através do desenvolvimento da mina de terras raras de Longonjo, de classe mundial.

Produção estimada em 628 milhões de quilates

LUELE: UM DOS MAIORES PRODUTORES MUNDIAIS DE DIAMANTES A CÉU ABERTO


Inaugurada em Novembro de 2023, pelo Presidente da República, João Lourenço, a mina do Luele, localizada na Lunda-Sul, é considerada um dos três maiores produtores de diamantes no mundo. Trata-se do maior projecto de exploração de diamantes a céu aberto no país, o que confere ao sector o estatuto de líder na exploração dos recursos minerais em Angola. Com uma produção estimada em 628 milhões de quilates, a mina do Luele, cujo arranque está previsto para 2024, tem uma profundidade até 600 metros e um período de vida avaliado em 60 anos.


Em 2024, primeiro ano de actividade, espera-se que a produção da Sociedade Mineira do Luele corresponda a um terço da capacidade instalada, o equivalente a cerca de quatro milhões de toneladas de minério, podendo evoluir para 12 milhões nos anos subsequentes.

Para além do Luele, outros projectos no domínio dos diamantes estão em curso, como o do Lulo, na Lunda-Norte, e a indústria de lapidação, que já começou a marcar passos.



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SUMÁRIO EXECUTIVO


De uma forma geral, em 2022, o sector dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás procurou dar continuidade às acções e iniciativas tendentes à promoção de um ambiente de negócio transparente e competitivo, para a atracção e retenção de investimentos privados e contribuição para a diversificação da economia.

De acordo com o relatório de actividades desenvolvidas e os rendimentos obtidos nos últimos anos na exploração de recursos minerais, em relação ao ano anterior, em 2022 o sector registou um aumento considerável na produção de minerais a vários níveis, com destaque para o sector de diamantes.


A produção de diamantes atingiu a cifra de 8.763.309,30 quilates, dos quais 8.716.997,99 quilates provenientes da produção industrial e 46.311,31 quilates da produção semi-industrial, registando um aumento de 0,48% em relação ao período anterior, como resultado da retoma gradual do normal funcionamento das operações mineiras.


Em 2022, a comercialização de diamantes, atingiu a cifra de 9.210.940,91 quilates, 1.965.247.516,65 de dólares, ao preço médio de 213,360 USD/Qlts. As exportações totalizaram um valor de 8.879.633,93 quilates, USD 1.976.719.565,16, ao preço médio de 222,61 USD/Qlts.


Resumindo e concluindo, no segmento diamantífero os gastos em projectos, produção e prospecção totalizaram USD 424.750.356,77. À semelhança dos diamantes, a exploração do ouro registou, igualmente, um aumento considerável na sua produção, com cerca de 2.541,74 onças finas, mais 145, 10%, comparativamente ao ano anterior.


As rochas ornamentais atingiram uma produção de 156.769,04 m3, um aumento de 82,03% em relação ao período anterior. Nos inertes, a produção totalizou 4.261.999,22 m3, dos quais 1.882.959,11 m3 correspondem aos minerais para a construção civil e 2.379.040,11 m3 aos minerais para a indústria. A venda dos inertes, estiveram à volta de 4.076.443,14 m3, contabilizando um valor AKZ 8.846.538.857,27.


Foram produzidas 9.637,76 toneladas métricas de ferro gusa e 73.570 toneladas métricas de manganês, um aumento aproximado de 56,53%, comparada com o ano anterior. O país exportou 1.600 toneladas métricas de ferro gusa, avaliadas em 6.638.000 dólares americanos e 150 toneladas métricas de manganês, avaliadas em 15.508,80 dólares americanos.


O país exportou um total de 3.531,55 onças finas de ouro, valorizadas em 5.387.504,71 dólares americanos. Em termos de rochas ornamentais, foram exportados, no período em análise, 167.388,39 m3 de rochas ornamentais, valorizadas em AKZ 32.458.519.673,60, a um preço médio ponderado de 193.911,42 Akz/m3.


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