DOENÇAS PROFISSIONAIS EXIGEM VIGILÂNCIA MÉDICA PERMANENTE
Janeiro, Fevereiro e Março de 2024
Revista Petrogás & Bio I No 0
AMBIENTE
Indústria Petroquímica
DOENÇAS PROFISSIONAIS EXIGEM VIGILÂNCIA MÉDICA PERMANENTE
Janeiro, Fevereiro e Março de 2024
Revista Petrogás & Bio I No 0

indústria petrolífera, no geral, é uma mina de “ ouro”, pois engrandece os produto interno bruto dos países. Como tudo na vida, há o lado negro do crude: as guerras, crises económicas cíclicas, e, atenção, o surgimento das doenças profissionais ou ocupacionais que atingem os seus trabalhadores. Neste espaço, aborda remos algumas dessas doenças ocupacionais.
Mas, já houve um tempo que foi um futuro que se previa quase incerto. Hoje isto parece um paradoxo. Afinal deu certo, pois, naquele intervalo do VIII Conselho Consultivo, vi e senti que, apesar das diferenças todas as que se possam imaginar, continuamos a ser os mesmos candengues de ontem, transformados em homens.

Foram organizados diversos painéis, surgiram fortes debates, na senda da procura de soluções para os problemas mais urgentes da nossa emergente indústria energética do país, sempre com o foco direccionado na construção de um futuro baseado no desenvolvimento sustentável do petróleo e gás.
Como se sabe, Angola pode já ser considerado como o principal doenças profissionais. Outro factor na origem destas é a sensibilidade individual do trabalhador da indústria petroquímica.
Entre os derivados do petróleo mais implicados nas doenças ocupacionais estão o gás natural ( metano ), o querosene, o diesel, asfalto e parafina e outros óleos lubrificantes. Todos, com maior ou menor grau de malignidade...

AS PRINCIPAIS DOENÇAS OCUPACIONAIS SÃO:
1-Asma ocupacional; 2-Bronquite; 3-Pulmão negro; 4-Asbestose; 5-Beriliose; 6-Bissínose; 7-Pneumoconiose benigna; 8-Pneumonites de hipersensibilidade; 9-Cancro e 10-Silicose.
E, certamente existem mais de dúzia e meia de doenças enquadradas no grupo das ocupacionais por exposição a gases e substâncias químicas.
A ASMA OCUPACIONAL -
Teoricamente é das mais frequentes, no mundo da indústria petroquímica. Na génese da doença, há irritação do epitélio das vias respiratórias superiores e eventualmente dos brônquios.
Quanto maior for a sensibilidade e o tempo de exposição, sem protecção, maior é a facilidade do trabalhador ter esta maleita.
SINTOMAS DA DOENÇA -
1-Falta de ar; 2-Sibilos e Roncos 3-Tosse; 4-Sensação de opressão torácica; 5-Astenia e 6-Fadiga.
No tratamento; estão indicados, bronco-dilatadores, corticóides, oxigênioterapia eventual.
QUANTO AO DIAGNÓSTICO-
- Naturalmente, deve ser feito pelo médico, mediante pesquisa imunológica, história ocupacional de exposição a alérgenos e testes de função pulmonar.

Quanto a prevenção - Pode ser necessária a retirada do trabalhador para outras áreas laborais onde não haja exposição à alérgenos conhecidos.
No geral, o uso de meios de protecção individual são incondicionalmente recomendáveis e de uso obrigatório.
A SILICOSE - Esta doença profissional é devido a inalação de poeira das minas e exposição a gás. O material que contém silício estimula a inflamação pulmonar, criando acúmulos de massas de fibrose, com aspecto clássico de casca de cebola. A doença pode ter evolução crónica. Duas das complicações da Siliose, são; Tuberculose pulmonar e Câncer do pulmão.
QUEIXAS E SINTOMAS - Geralmente o doente é assintomático, ou seja, sem queixas, mas poderá sentir: 1-Dispneia aos esforços ( falta de ar); 2- Tosse recorrente; 3-Perda de peso; 4-Fadiga; e 5-Sinais de hipertensão pulmonar e insuficiência respiratória ( que geralmente se desenvolve em 2 anos).
No diagnóstico da doença, são importantes exames como o TAC atóxico, RX tórax, exames imunológicos, entre outros.
TRATAMENTO - O comum é usar bronco-dilatadores e corticóides e a remoção do trabalhador das áreas de maior exposição, No caso de sobre-infecção por tuberculose, os tratamentos específicos podem ser mais longos que os habituais esquemas. Uma medida rara, pode ser o transplante pulmonar, quando necessário.
PREVENÇÃO - Uso de máscaras respiratórias e outros meios de protecção; A vacinação recomenda-se (contra Pneumococo e Influenza); Cessação do tabagismo é importante, pois é um factor agravante. Ter em alerta o risco de tuberculose e câncer, da’ os exames médicos regulares de controle de saúde (Check-up).
O CANCRO DO PULMÃO
O CANCRO DO PULMÃO
No geral, grande parte das substâncias da indústria petroquímica e seus derivados são agentes cancerígenos. A estes, eventualmente soma-se o tabaco.
Habitualmente, costuma ser um carcinoma de origem epitelial, atingindo as células do epitélio dos brônquios (tumor central) ou dos pequenos brônquios e bronquíolos ou alvéolos (tumor periférico).
As células tumorais invadem rapidamente as áreas vizinhas, podendo disseminar sem tratamento para diferentes áreas do organismo, a chamada Metastização.
Os sintomas - 1- Febre crônica; 2- Emagrecimento importante (mais de 20kg em 3 meses); 3- Falta de ar; 4- Dor toráxica persistente; 5- Tosse com sangue; 6- Astenia marcada; 7-Fraqueza importante; 8- Falta de apetite e 9- Anemia crónica.
Vale lembrar que esses sintomas, não são exclusivos do cancro do pulmão, pois podem dar noutras doenças. Assim, toda vigilância médica é necessária aos trabalhadores da indústria petroquímica

indústria petrolífera, no geral, é uma mina de “ ouro”, pois engrandece os produto interno bruto dos países. Como tudo na vida, há o lado negro do crude: as guerras, crises económicas cíclicas, e, atenção, o surgimento das doenças profissionais ou ocupacionais que atingem os seus trabalhadores. Neste espaço, aborda remos algumas dessas doenças ocupacionais.
Mas, já houve um tempo que foi um futuro que se previa quase incerto. Hoje isto parece um paradoxo. Afinal deu certo, pois, naquele intervalo do VIII Conselho Consultivo, vi e senti que, apesar das diferenças todas as que se possam imaginar, continuamos a ser os mesmos candengues de ontem, transformados em homens.

Foram organizados diversos painéis, surgiram fortes debates, na senda da procura de soluções para os problemas mais urgentes da nossa emergente indústria energética do país, sempre com o foco direccionado na construção de um futuro baseado no desenvolvimento sustentável do petróleo e gás.
Como se sabe, Angola pode já ser considerado como o principal doenças profissionais. Outro factor na origem destas é a sensibilidade individual do trabalhador da indústria petroquímica.
Entre os derivados do petróleo mais implicados nas doenças ocupacionais estão o gás natural ( metano ), o querosene, o diesel, asfalto e parafina e outros óleos lubrificantes. Todos, com maior ou menor grau de malignidade...

AS PRINCIPAIS DOENÇAS OCUPACIONAIS SÃO:
1-Asma ocupacional; 2-Bronquite; 3-Pulmão negro; 4-Asbestose; 5-Beriliose; 6-Bissínose; 7-Pneumoconiose benigna; 8-Pneumonites de hipersensibilidade; 9-Cancro e 10-Silicose.
E, certamente existem mais de dúzia e meia de doenças enquadradas no grupo das ocupacionais por exposição a gases e substâncias químicas.
A ASMA OCUPACIONAL -
Teoricamente é das mais frequentes, no mundo da indústria petroquímica. Na génese da doença, há irritação do epitélio das vias respiratórias superiores e eventualmente dos brônquios.
Quanto maior for a sensibilidade e o tempo de exposição, sem protecção, maior é a facilidade do trabalhador ter esta maleita.
SINTOMAS DA DOENÇA -
1-Falta de ar; 2-Sibilos e Roncos 3-Tosse; 4-Sensação de opressão torácica; 5-Astenia e 6-Fadiga.
No tratamento; estão indicados, bronco-dilatadores, corticóides, oxigênioterapia eventual.
QUANTO AO DIAGNÓSTICO-
- Naturalmente, deve ser feito pelo médico, mediante pesquisa imunológica, história ocupacional de exposição a alérgenos e testes de função pulmonar.

Quanto a prevenção - Pode ser necessária a retirada do trabalhador para outras áreas laborais onde não haja exposição à alérgenos conhecidos.
No geral, o uso de meios de protecção individual são incondicionalmente recomendáveis e de uso obrigatório.
A SILICOSE - Esta doença profissional é devido a inalação de poeira das minas e exposição a gás. O material que contém silício estimula a inflamação pulmonar, criando acúmulos de massas de fibrose, com aspecto clássico de casca de cebola. A doença pode ter evolução crónica. Duas das complicações da Siliose, são; Tuberculose pulmonar e Câncer do pulmão.
QUEIXAS E SINTOMAS - Geralmente o doente é assintomático, ou seja, sem queixas, mas poderá sentir: 1-Dispneia aos esforços ( falta de ar); 2- Tosse recorrente; 3-Perda de peso; 4-Fadiga; e 5-Sinais de hipertensão pulmonar e insuficiência respiratória ( que geralmente se desenvolve em 2 anos).
No diagnóstico da doença, são importantes exames como o TAC atóxico, RX tórax, exames imunológicos, entre outros.
TRATAMENTO - O comum é usar bronco-dilatadores e corticóides e a remoção do trabalhador das áreas de maior exposição, No caso de sobre-infecção por tuberculose, os tratamentos específicos podem ser mais longos que os habituais esquemas. Uma medida rara, pode ser o transplante pulmonar, quando necessário.
PREVENÇÃO - Uso de máscaras respiratórias e outros meios de protecção; A vacinação recomenda-se (contra Pneumococo e Influenza); Cessação do tabagismo é importante, pois é um factor agravante. Ter em alerta o risco de tuberculose e câncer, da’ os exames médicos regulares de controle de saúde (Check-up).
O CANCRO DO PULMÃO
O CANCRO DO PULMÃO
No geral, grande parte das substâncias da indústria petroquímica e seus derivados são agentes cancerígenos. A estes, eventualmente soma-se o tabaco.
Habitualmente, costuma ser um carcinoma de origem epitelial, atingindo as células do epitélio dos brônquios (tumor central) ou dos pequenos brônquios e bronquíolos ou alvéolos (tumor periférico).
As células tumorais invadem rapidamente as áreas vizinhas, podendo disseminar sem tratamento para diferentes áreas do organismo, a chamada Metastização.
Os sintomas - 1- Febre crônica; 2- Emagrecimento importante (mais de 20kg em 3 meses); 3- Falta de ar; 4- Dor toráxica persistente; 5- Tosse com sangue; 6- Astenia marcada; 7-Fraqueza importante; 8- Falta de apetite e 9- Anemia crónica.
Vale lembrar que esses sintomas, não são exclusivos do cancro do pulmão, pois podem dar noutras doenças. Assim, toda vigilância médica é necessária aos trabalhadores da indústria petroquímica

