TRANSIÇÃO ENERGÉTICA E JUSTA, PRECISA-SE!!
Revista Petrogás & Bio I No 0
Janeiro, Fevereiro e Março de 2024
TRANSIÇÃO ENERGÉTICA E JUSTA, PRECISA-SE!!
A conferência internacional e exposição Angola Oil & Gás 2023 transformou Luanda na “capital mundial do petróleo”. Durante três dias, convergiram para o centro de convenções do talatona, ministros de petróleo de países da região, investidores globais, empresários e empreendedores de projectos deste sector, bem como altos responsáveis de dezenas de empresas públicas e privadas.
Mas, já houve um tempo que foi um futuro que se previa quase incerto. Hoje isto parece um paradoxo. Afinal deu certo, pois, naquele intervalo do VIII Conselho Consultivo, vi e senti que, apesar das diferenças, todas as que se possam imaginar, continuamos a ser os mesmos candengues de ontem, transformados em homens.
Foram organizados diversos painéis, surgiram fortes debates, na senda da procura de soluções para os problemas mais urgentes da nossa emergente indústria energética do país, sempre com o foco direccionado na construção de um futuro baseado no desenvolvimento sustentável do petróleo e gás.
Como se sabe, Angola pode já ser considerado como o principal pilar da desejada conectividade regional no comércio intra-africano, no que diz respeito ao sector do petróleo, gás e seus derivados. A sua mensagem é claramente de lideram, até porque tem feito um investimento bilionário em relação construção
O fórum, que decorreu sob o lema “Segurança Energética, Descarbonização e Desenvolvimento Sustentável”, constituiu uma excelente oportunidade para que Angola dissesse o que realmente tem projectado como futuro de desenvolvimento, revelar o que já foi feito, o que se está a fazer para que, de facto, solidifique a sua posição regional e foi Diamantino Pedro Azevedo, Ministro angolano dos Recursos Minerais Petróleo e Gás, que esclareceu, desmistificou alguns equívocos, perspectivou mais investimentos, demonstrando claramente que o país está no caminho certo, no quadro desta fase de transição energética mundial.
Para si, a segurança energética, como principal tema da agenda de vários países, deverá ser alcançada por via de uma transição energética justa, mas para que isto aconteça, sublinhou ser necessária a utilização de todas as fontes de energia existentes, dando a possibilidade aos países produtores de petróleo e gás de continuarem a desenvolver os seus recursos, para promoverem o seu crescimento e desenvolvimento económico.
“África possui abundantes reservas provadas, estimadas em cerca de 120 mil milhões de barris de petróleo bruto e centenas de trilhões de pés cúbicos de gás natural. Por outro lado, este continente tem fontes de energia renováveis consideráveis, nomeadamente hidroeléctrica, eólica, solar e biomassa. Com estes recursos, o continente africano poderá contribuir para a redução da pobreza energética extrema que actualmente se observa, tendo em conta que cerca de 600 milhões de pessoas em África vivem sem acesso a qualquer fonte de energia moderna”, lembrou o ministro, realçando que quanto à segurança energética, o continente deverá ter a capacidade de mobilizar os investimentos necessários para exploração das suas diversas fontes de energia e desenvolvimento de infraestruturas.
Neste contexto, revelou que, no caso particular de Angola, a segurança energética e a descarbonização estão a ser tratadas no quadro da diversificação da matriz energética. Para o efeito, acrescentou que o Executivo angolano, para além da intensificação do investimento em projectos hidroeléctricos, tem desenvolvido vários projectos fotovoltaicos e promovido a reconversão de unidades de produção de energia térmica a diesel para gás.
“O sector petrolífero, por via da Sonangol e seus parceiros, numa acção complementar aos esforços do Governo, tem também realizado um conjunto de acções para a implementação de projectos de energias renováveis, constituindo exemplos os projectos fotovoltaicos de Caraculo no Namibe, já inaugurado, e Quilemba na Huíla, em fase de execução. A Sonangol está igualmente envolvida em estudos para o desenvolvimento de um projecto de hidrogénio verde e está a construir o seu Centro de Pesquisa e Desenvolvimento no Sumbe, Província do Cuanza Sul, para a realização de pesquisas ligadas aos hidrocarbonetos, energias renováveis e minerais críticos para a transição energética”, pontualizou o governante, sublinhando a intervêm do Executivo Angolano, que “continua a trabalhar arduamente para a melhoria dos instrumentos legais, fiscais e contratuais, para a criação de condições cada vez mais competitivas e transparentes para o investimento em projectos no up, mid e downstream”.
DESAFIO - “O nosso maior de- safio no upstream é a mitigação do declínio acentuado da produção de petróleo e o foco das acções governativas do momento visa manter a produção de petróleo acima de 1 milhão de barris por dia nos próximos anos. Entre as acções em curso, gostaríamos de mencionar a exploração em áreas de desenvolvimento, o redesenvolvimento de campos maduros, a extenso dos períodos das concessões e a aplicação de novos termos fiscais e contratuais em campos marginais. Para a sustentabilidade da produção a mais longo termo, o Executivo delineou várias estratégias para o sector com um grande potencial para a captação de investimento privado nacional e estrangeiro”, disse Diamantino Azevedo.
Referindo-se ao Plano Director do Gás Natural, em fase de consulta com os parceiros do sector, Diamantino Azevedo, assinalou que ele constituirá a” estratégica para o desenvolvimento” deste recurso, que irá contribuir para a diversificação da nossa economia, com a criação de industrias petroquímicas, siderúrgicas, etc., constituindo oportunidades de investimento, principalmente para o sector privado.
“Quanto ao mid e downstream, importa referir que o país oferece oportunidades de investimentos nas áreas de refinação, armazenagem, transporte, distribuição e comercialização de produtos derivados do petróleo, mas também na construção de Postos de Abastecimento, para melhoria do sistema de distribuição”, acentuou, salientando para atingir a auto-suficiência em derivados de petróleo, “o Executivo aprovou a construção de 3 novas refinarias, em Cabinda, Soyo e Lobito, e a construção de instalações de armazenagem em terra com destaque para o Terminal Oceânico da Barra do Dande, cuja primeira fase deverão estar concluída em 2024, com capacidade de armazenagem de 582 mil metros cúbicos de gasóleo, gasolina e LPG e que deverá contribuir para a expansão do fornecimento de combustíveis”.
O ministro real ou a liderança de João Manuel Gonçalves Lourenço, Presidente da República e Titular do Poder Executivo, que “continua empenhado na implementação de medidas que visam melhorar a governam e a consolidação de um ambiente de negócio competitivo e transparente para a atracção de investimentos e a diversificação da economia, proporcionado assim o máximo de benefícios para o povo angolano e ao mesmo tempo garantir o retorno justo para os investidores”.
A 4.o edição da “Conferência e Exibição Angola Oil and Gas 2023” contou com a presença de José de Lima Massano, Ministro de Estado para a Coordenação Económica, de Didier Budimbu Ntubuanga, Ministro dos Hidrocarbonetos da República Democrática do Congo, Haitham Al Ghais, Secretário Geral da, membros do Executivo angolano, deputados à Assembleia Nacional, de membros do corpo diplomático acreditado em Angola, representantes das organizações internacionais ligadas indústria petrolífera, bem como dos representantes da empresa ENERGY CAPITAL AND POWER, organizadora do evento. C.M.

Conferência Internacional e Exposição Angola Oil & Gás 2023
ANGOLA APOSTA FORTE E MOSTRA A SUA ENERGIA
A Conferência Internacional e Exposição Angola Oil & Gás 2023 transformou Luanda na “capital mundial do petróleo, do gás e dos biocombustíveis”. Durante três dias, convergiram para o Centro de Convenções do Talatona, ministros de petróleo de países da região, investidores globais, empresários e empreendedores de projectos deste sector, bem como altos responsáveis de dezenas de instituições internacionais e empresas públicas e privadas.
Foram organizados diversos painéis, surgiram fortes debates, na senda da procura de soluções para os problemas mais urgentes da indústria energética do país e de outros estados, sempre com o foco direccionado na construção de um futuro baseado no desenvolvimento sustentável do petróleo e gás.

Como se sabe, Angola pode já ser considerado como o principal pilar da desejada conectividade regional no comércio intra africano, no que diz respeito ao sector do petróleo, gás e seus derivados. A sua mensagem é claramente de liderança, até porque tem feito um investimento bilionário em relação à construção e progresso das infra-estruturas industriais. Conforme já se prevê, Angola poderá ser, sim, num futuro breve o “centro regional de processamento e de reserva em mar e terra”. O desafio está lançado!
TRANSIÇÃO ENERGÉTICA E JUSTA, PRECISA-SE!!
Janeiro, Fevereiro e Março de 2024
Revista Petrogás & Bio I No 0
A conferência internacional e exposição Angola Oil & Gás 2023 transformou Luanda na “capital mundial do petróleo”. Durante três dias, convergiram para o centro de convenções do talatona, ministros de petróleo de países da região, investidores globais, empresários e empreendedores de projectos deste sector, bem como altos responsáveis de dezenas de empresas públicas e privadas.
Mas, já houve um tempo que foi um futuro que se previa quase incerto. Hoje isto parece um paradoxo. Afinal deu certo, pois, naquele intervalo do VIII Conselho Consultivo, vi e senti que, apesar das diferenças, todas as que se possam imaginar, continuamos a ser os mesmos candengues de ontem, transformados em homens.
Foram organizados diversos painéis, surgiram fortes debates, na senda da procura de soluções para os problemas mais urgentes da nossa emergente indústria energética do país, sempre com o foco direccionado na construção de um futuro baseado no desenvolvimento sustentável do petróleo e gás.
Como se sabe, Angola pode já ser considerado como o principal pilar da desejada conectividade regional no comércio intra-africano, no que diz respeito ao sector do petróleo, gás e seus derivados. A sua mensagem é claramente de lideram, até porque tem feito um investimento bilionário em relação construção
O fórum, que decorreu sob o lema “Segurança Energética, Descarbonização e Desenvolvimento Sustentável”, constituiu uma excelente oportunidade para que Angola dissesse o que realmente tem projectado como futuro de desenvolvimento, revelar o que já foi feito, o que se está a fazer para que, de facto, solidifique a sua posição regional e foi Diamantino Pedro Azevedo, Ministro angolano dos Recursos Minerais Petróleo e Gás, que esclareceu, desmistificou alguns equívocos, perspectivou mais investimentos, demonstrando claramente que o país está no caminho certo, no quadro desta fase de transição energética mundial.
Para si, a segurança energética, como principal tema da agenda de vários países, deverá ser alcançada por via de uma transição energética justa, mas para que isto aconteça, sublinhou ser necessária a utilização de todas as fontes de energia existentes, dando a possibilidade aos países produtores de petróleo e gás de continuarem a desenvolver os seus recursos, para promoverem o seu crescimento e desenvolvimento económico.
“África possui abundantes reservas provadas, estimadas em cerca de 120 mil milhões de barris de petróleo bruto e centenas de trilhões de pés cúbicos de gás natural. Por outro lado, este continente tem fontes de energia renováveis consideráveis, nomeadamente hidroeléctrica, eólica, solar e biomassa. Com estes recursos, o continente africano poderá contribuir para a redução da pobreza energética extrema que actualmente se observa, tendo em conta que cerca de 600 milhões de pessoas em África vivem sem acesso a qualquer fonte de energia moderna”, lembrou o ministro, realçando que quanto à segurança energética, o continente deverá ter a capacidade de mobilizar os investimentos necessários para exploração das suas diversas fontes de energia e desenvolvimento de infraestruturas.
Neste contexto, revelou que, no caso particular de Angola, a segurança energética e a descarbonização estão a ser tratadas no quadro da diversificação da matriz energética. Para o efeito, acrescentou que o Executivo angolano, para além da intensificação do investimento em projectos hidroeléctricos, tem desenvolvido vários projectos fotovoltaicos e promovido a reconversão de unidades de produção de energia térmica a diesel para gás.
“O sector petrolífero, por via da Sonangol e seus parceiros, numa acção complementar aos esforços do Governo, tem também realizado um conjunto de acções para a implementação de projectos de energias renováveis, constituindo exemplos os projectos fotovoltaicos de Caraculo no Namibe, já inaugurado, e Quilemba na Huíla, em fase de execução. A Sonangol está igualmente envolvida em estudos para o desenvolvimento de um projecto de hidrogénio verde e está a construir o seu Centro de Pesquisa e Desenvolvimento no Sumbe, Província do Cuanza Sul, para a realização de pesquisas ligadas aos hidrocarbonetos, energias renováveis e minerais críticos para a transição energética”, pontualizou o governante, sublinhando a intervêm do Executivo Angolano, que “continua a trabalhar arduamente para a melhoria dos instrumentos legais, fiscais e contratuais, para a criação de condições cada vez mais competitivas e transparentes para o investimento em projectos no up, mid e downstream”.
DESAFIO - “O nosso maior de- safio no upstream é a mitigação do declínio acentuado da produção de petróleo e o foco das acções governativas do momento visa manter a produção de petróleo acima de 1 milhão de barris por dia nos próximos anos. Entre as acções em curso, gostaríamos de mencionar a exploração em áreas de desenvolvimento, o redesenvolvimento de campos maduros, a extenso dos períodos das concessões e a aplicação de novos termos fiscais e contratuais em campos marginais. Para a sustentabilidade da produção a mais longo termo, o Executivo delineou várias estratégias para o sector com um grande potencial para a captação de investimento privado nacional e estrangeiro”, disse Diamantino Azevedo.
Referindo-se ao Plano Director do Gás Natural, em fase de consulta com os parceiros do sector, Diamantino Azevedo, assinalou que ele constituirá a” estratégica para o desenvolvimento” deste recurso, que irá contribuir para a diversificação da nossa economia, com a criação de industrias petroquímicas, siderúrgicas, etc., constituindo oportunidades de investimento, principalmente para o sector privado.
“Quanto ao mid e downstream, importa referir que o país oferece oportunidades de investimentos nas áreas de refinação, armazenagem, transporte, distribuição e comercialização de produtos derivados do petróleo, mas também na construção de Postos de Abastecimento, para melhoria do sistema de distribuição”, acentuou, salientando para atingir a auto-suficiência em derivados de petróleo, “o Executivo aprovou a construção de 3 novas refinarias, em Cabinda, Soyo e Lobito, e a construção de instalações de armazenagem em terra com destaque para o Terminal Oceânico da Barra do Dande, cuja primeira fase deverão estar concluída em 2024, com capacidade de armazenagem de 582 mil metros cúbicos de gasóleo, gasolina e LPG e que deverá contribuir para a expansão do fornecimento de combustíveis”.
O ministro real ou a liderança de João Manuel Gonçalves Lourenço, Presidente da República e Titular do Poder Executivo, que “continua empenhado na implementação de medidas que visam melhorar a governam e a consolidação de um ambiente de negócio competitivo e transparente para a atracção de investimentos e a diversificação da economia, proporcionado assim o máximo de benefícios para o povo angolano e ao mesmo tempo garantir o retorno justo para os investidores”.
A 4.o edição da “Conferência e Exibição Angola Oil and Gas 2023” contou com a presença de José de Lima Massano, Ministro de Estado para a Coordenação Económica, de Didier Budimbu Ntubuanga, Ministro dos Hidrocarbonetos da República Democrática do Congo, Haitham Al Ghais, Secretário Geral da, membros do Executivo angolano, deputados à Assembleia Nacional, de membros do corpo diplomático acreditado em Angola, representantes das organizações internacionais ligadas indústria petrolífera, bem como dos representantes da empresa ENERGY CAPITAL AND POWER, organizadora do evento. C.M.

Conferência Internacional e Exposição Angola Oil & Gás 2023
ANGOLA APOSTA FORTE E MOSTRA A SUA ENERGIA
A Conferência Internacional e Exposição Angola Oil & Gás 2023 transformou Luanda na “capital mundial do petróleo, do gás e dos biocombustíveis”. Durante três dias, convergiram para o Centro de Convenções do Talatona, ministros de petróleo de países da região, investidores globais, empresários e empreendedores de projectos deste sector, bem como altos responsáveis de dezenas de instituições internacionais e empresas públicas e privadas.
Foram organizados diversos painéis, surgiram fortes debates, na senda da procura de soluções para os problemas mais urgentes da indústria energética do país e de outros estados, sempre com o foco direccionado na construção de um futuro baseado no desenvolvimento sustentável do petróleo e gás.

Como se sabe, Angola pode já ser considerado como o principal pilar da desejada conectividade regional no comércio intra africano, no que diz respeito ao sector do petróleo, gás e seus derivados. A sua mensagem é claramente de liderança, até porque tem feito um investimento bilionário em relação à construção e progresso das infra-estruturas industriais. Conforme já se prevê, Angola poderá ser, sim, num futuro breve o “centro regional de processamento e de reserva em mar e terra”. O desafio está lançado!
FÓRUNS
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VALEU A PENA MOSTRAR O DINAMISMO EMPREENDIDO NO SECTOR...











