DEPOIS DA OBRA “KITOTAS, RECUOS E AVANÇOS”, SOBERANO KANYANGA VAI LANÇAR
“LUBOLU & ARREDORES”
Janeiro, Fevereiro e Março de 2024
Revista Petrogás & Bio I No 0
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CULTURA
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CRIANÇAS PARTEM À DESCOBERTA DO “JACARÉ BANGÃO” E AMIGOS
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Depois de ter lançado, em Maio do corrente ano, a obra “kitotas, recuos e avanços”, o escritor soberano Kanyanga, pseudónimo literário de Luciano Canhanga, (pelo menos até meados de Outubro) procura(va) uma editora para o próximo livro, intitulado Lubolu & Arredores, que já está na forja.
Segundo Soberano Kanyanga, a ideia de escrever “Lubolu & arredores” surge de um desafio lançado por amigos naturais de Kisongo (Quissongo). “Os lubolenses e os Kwanza-sulinos, em geral, são convidados a apoiarem este projecto que levará mais conhecimento sobre a nossa terra à nova e velha geração. Afinal, “conhecer o elefante é resultado de andanças, conhecimento este, que pode ser através da leitura, e não meramente da idade do indivíduo”, apelou o escritor.
Desde o dia 31 de Agosto, Soberano Kanyanga lançou uma campanha direccionada a algumas figuras do Libolo para concretizar a edição do livro, uma vez que as editoras recebem apenas a obra com pré- pagamento.
O escritor confessa que escreve por gosto e oferece grande parte dos seus livros; “as editoras gostam de receber pré-pagamento. Apesar da qualidade inferida pelos leitores, temos de nos submeter à “pedinchice”, pois ainda não há suficiente aproveitamento da literatura e das artes como forma de divulgação de serviços e produtos”. O também jornalista, refere que tem de haver empresários e instituições públicas que valorizem e apoiem a literatura, mecenato e leitores que procurem e paguem pelos livros, pois “os que querem ler não têm dinheiro. Os endinheirados não compram livros”.
O livro, com mais de 150 páginas, contém relatos em crónicas de alguns episódios locais, essencialmente, sobre o Libolo e demais município do Kwanza-Sul, assim como províncias limítrofes como Kuanza Norte, Malanje e Huambo. Lubolo & Arredores é sobretudo uma viagem ao conhecimento da geografia, povos, cultura, paisagens e locais turísticos como “a grávida deitada do Kondé”, o “Desvio do Aníbal” ou a Pedra Escrita, a Munenga.
Natural da província do Cuanza-Sul, no município do Libolo, inspira-se muitas vezes nas suas próprias peripécias e história de vida e o lugar em que o viu nascer.
“O enredo do meu livro de estreia “O sonho de Kauia” desenvolve-se a partir de aldeias de Kisongo que, entretanto, eu desconhecia. Os amigos naturais desta comuna pensavam que eu era natural daquela circuns- crição. Tal levou-me a fazer viagens ás aldeias de Kisongo, desde 2017, expandindo essas viagens até Kabuta, outra comuna até então desconhecida, cujas viagens mereceram crónicas, algumas publicadas no Jornal de Angola, Jornal Cultura e Jornal de Economia &Finanças”, contou.
De acordo com o autor, o livro traz uma escrita desafiante dos topónimos que são grafados segundo as suas pesquisas sobre as línguas bantu faladas em Angola, e entende ser a norma mais adequada, que reflecte os sentidos etimológicos e semânticos dos mesmos.
Por isso, Soberano grafa, por exemplo, Lubolu, em vez de Libolo, e Kilenda em vez de Quilenda.
E JÁ LÁ VÃO NOVE OBRAS !
O escritor Luciano Kanhanga tem nove obras literárias já publicadas, nomeadamente, “O Sonho de Kauia”, Manongonongo, “Amor sem pudor”, “10 encantos”, “O relógio do Velho Trinta”, entre outras, sendo a ‘ultima, Kitotas Recuos e Avanços.
Dos livros já publicados, dois tiveram patrocínio de empresas, um pelo Governo Provincial do Bié e outro submetido a concurso que mereceu publicação, enquanto os restantes por financiamento próprio.
Na visão da ensaísta e crítica literária Edmira Cariango Manuel, a recente obra de Soberano Kanyanga é um conjunto de crónicas reflexivas, dispostas de modo a oferecerem uma visão sobre Lubolu e zonas adjacentes.
“Lugares outrora de grande relevância, que já serviram de ponto de resistência, encontram-se hoje reflectidos na obra do autor, que lhes dá uma outra significação”.
Para Edmira Manuel, Lubolu & Arredores vem para sugerir e fazer notar “novos usos a dar às coisas nossas, uma revalorização aos nossos espaços, ou seja, uma requalificação. Uma proposta de viagem aos outros cantos de Angola”. V.F.
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